O que uma orquestra de 30 anos tem a ver com uma final de League of Legends

Seleção da Ação Social pela Música do Brasil tocou no CBLOL, neste sábado (10), e os músicos têm histórias com o jogo

Violinos, cordas e a comunidade de League of Legends dividiram o mesmo espaço neste sábado, 10 de outubro, em um dos principais eventos de E-sports do Brasil


Uma seleção de músicos da orquestra da Ação Social pela Música do Brasil (ASMB) abre a programação da final do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLOL), na Arena Carioca 1, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. A apresentação acontece antes do show da rapper e compositora Ebony e da decisão que fecha o campeonato.

A orquestra pertence a uma organização que completa 30 anos. A ASMB é uma ONG sem fins lucrativos que ensina música clássica a crianças, adolescentes e jovens de comunidades em situação de vulnerabilidade social, com o objetivo de promover inclusão social. Seus grupos orquestrais reúnem alunos formados em núcleos espalhados por todo o Rio de Janeiro, em locais como Manguinhos, Tijuca, Vila Isabel, São Gonçalo e Petrópolis.

 

De RP por SMS ao palco da final

Parte dos músicos que sobem ao palco do CBLOL também integra a comunidade de League of Legends. Quem joga há mais tempo é Jean Márcio Barreto da Costa, de 28 anos. Ele começou em 2014, quando ainda se colocava RP, a moeda do jogo, por SMS de celular, e nunca parou. Joga como atirador e escolhe Vayne como seu principal Campeão. Antonio Henrique da Silva, de 27, chegou ao jogo em 2016, por amigos da escola. Jogou de Top Lane com Aatrox, personagem que ele descreve como “muito imponente”, até perder o computador. Depois disso, migrou para o VALORANT. Willian da Silva Lopes, de 26, também já passou pelo jogo, há algum tempo.

Outra parte nunca jogou, mas acompanha. Jean Marcelo, de 22 anos, assiste a campeonatos e torce pela LOUD sempre que consegue ver uma partida. Davi Albino de Azevedo, também de 22, tem amigos que jogam, viu a série e conhece alguns personagens. Há quem tenha entrado no jogo há uma década, quem tenha chegado pelos amigos, pela torcida ou pela série, e eles vão estar no mesmo lugar neste sábado. Na Arena Carioca 1, esses cinco músicos aparecem de um lado do palco e, do outro, o público que costuma ver o campeonato pela tela.