Perseguição em clima de “Bruxa de Blair” embala novo clipe da Storen

Uma perseguição protagonizada pelo Ego e o Self. A ideia jungiana de quem somos e como a sociedade nos vê é representada no clipe de “Suspenso”, da Storen. A canção é o terceiro single do próximo disco da banda, “Espectro”, que será lançado em breve. Produzido por Afonso Silva e Casa Estúdio, o vídeo mostra a banda em uma mata fugindo de suas cópias, como se negassem quem verdadeiramente são. O single também está disponível nas principais plataformas de streaming.

“O clipe tem um significado bem interessante. Simulamos a perseguição do nosso ‘eu verdadeiro’, coberto de uma máscara branca, ao nosso ‘eu apresentado à sociedade’, de cara bonita, cabelo cortado e maquiado. Nós fugimos da nossa verdadeira identidade, ela nos assusta e nos persegue. Não conseguimos realmente assumi-la. Mas ela estará sempre ali do nosso lado. No final, tiramos as máscaras e mostramos que os perseguidores são na verdade nós mesmos, ou aquela parte de nós que por algum motivo sempre queremos esconder”, explica Paloma Neves, vocalista e tecladista da Storen.

A música foi escrita após observar o período de separação de um casal de amigos de Paloma. Durante a conversa com os dois, ela notava a forma diferenciada de cada um encarar o fim do relacionamento. A tristeza era inerente ao acontecimento, mas a mulher encarava como um processo necessário, com coragem e esperança de uma vida melhor; enquanto o homem acreditava que, se continuassem juntos, sem mudar nada, os problemas ficariam “suspensos”. Foi daí que o nome da canção surgiu.

“A partir disso, comecei a pensar e compor sobre como nós muitas vezes deixamos os problemas suspensos, simplesmente fingimos que eles não existem e vivemos uma vida superficial e vazia. Por falta de coragem, por medo de enfrentar a reprovação dos outros, não damos o real sentido ao passar dos nossos dias e nos iludimos com uma vida de aparências. ‘E tudo segue suspenso, vazio, jogado ao vento'”, define Paloma Neves.

Com claras referências ao suspense do filme “Bruxa de Blair”, o clipe traz entre seus equipamentos drones, com objetivo de realçar o movimento em certas cenas da perseguição filmadas na floresta. Nas cenas internas, foram usados elementos retrô na cenografia, tal como uma TV analógica, relíquia da avó de Úrsula Patitucci, baterista. E nesse objeto, um easter egg: o símbolo exibido irá aparecer outras vezes nos trabalhos da banda, com o significado revelado mais à frente.

Sucedendo os singles “Ritmo Perfeito” e “Insônia”, a música reflete a nova identidade musical do trio, que também conta com Rodrigo Vilaça (guitarra). Em “Suspenso”, os riffs marcantes do sintetizador e da guitarra dançam com as batidas eletrônicas. Com uma letra reflexiva sobre os dramas psicológicos da vida moderna, Paloma define as influências para a criação:

“A ideia das reflexões em nossas letras é que todos nós temos conflitos psicológicos e na maioria das vezes eles são bem parecidos. Seria bom nos reunirmos em torno dessas questões e desses sofrimentos em comum”, finaliza Paloma Neves.

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