Jessie, Woody e Buzz vs Lillypad em Toy Story 5

Crítica de Toy Story 5: Vale a pena assistir ao filme?

Como a vaqueira Jessie e a nostalgia nos salvam da frieza das telas

 Jessie assume com maestria o protagonismo da saga em um filme visualmente impecável, embalado por música inédita e alianças tecnológicas inesperadas


Análise sobre o filme “Toy Story 5”, da Disney/Pixar, aqui no site Cebola Verde. Confira a ficha técnica da trama cinematográfica:

Nome: Toy Story 5
Estreia: 18 de junho de 2026 – 1h 42 minutos
Direção: Andrew Stanton
Dubladores: Marco Ribeiro como Woody; Mabel Cezar como Jessie; Guilherme Briggs como Buzz Lightyear; Maisa Silva como Lilypad; Rafael Infante como Amigo Rolinho; Mariangela Cantú como Sra. Cabeça de Batata; Alfredo Martins como Sr. Cabeça de Batata.
Gênero: Animação, Aventura, Comédia, Família
Distribuidora: Walt Disney Studios Motion Pictures


Ah, a nostalgia da Pixar bateu na nossa porta mais uma vez! Lançado originalmente em 1995, o clássico Toy Story completou 30 anos em 2025. Sendo o pioneiro absoluto dos longas-metragens em 3D, a franquia já acumulou diversas estatuetas do Oscar ao longo das décadas. Mas a grande pergunta que fica nesta crítica de Toy Story 5 é: a fórmula clássica ainda tem fôlego para prender a atenção do público hoje, em plena era digital?

Brinquedos vs. Tecnologia: O Conflito Central
Assista ao trailer oficial de Toy Story 5 no YouTube

A história nos leva a uma continuação direta dos eventos de Toy Story 4. Atualmente, Bonnie está crescendo e deixando a creche. Por isso, ela enfrenta a clássica pressão para se enturmar na nova escola. No entanto, no universo das crianças de hoje, o assunto principal não são mais os cowboys ou astronautas. A grande sensação é a Lilypad — um tablet interativo (com a voz de Maisa Silva na versão dublada, mas com a voz original da Greta Lee) que rapidamente domina a rotina de Bonnie.

Lilypad Prende a Atenção de Bonnie
Toy Story 5
Lillypad contra os brinquedos

Diante da ameaça de ver seus amigos esquecidos, Jessie revive o trauma do abandono e decide agir. Para isso, ela recorre a ninguém menos que o nosso velho conhecido Woody. O xerife — agora famoso nas redes sociais pelo seu carismático visual “calvo” de brinquedo desgastado — volta à ação para ajudar a parceira ruiva.

Contudo, mesmo com Woody de volta para apoiar a amiga, as coisas saem de controle durante uma festa do pijama. Nesse momento, Bonnie, dominada pela influência da tecnologia das amigas, rejeita a vaqueira. Determinada a provar que Lilypad está errada, Jessie tenta voltar para a festa. Infelizmente, ela acaba sendo recolhida por um casal que a leva para sua antiga fazenda de infância. Lá, conhecemos a enérgica Blaze. Portanto, para conseguir retornar ao lar de Bonnie, Jessie terá que engolir o orgulho e se aliar a brinquedos tecnológicos.

O Brilho de Jessie e o Efeito Taylor Swift

O grande destaque aqui vai para a Jessie, que finalmente ganha o protagonismo que merecia desde que o Woody saiu de cena no final do filme anterior. Além disso, o longa tem um tom emocional e nostálgico fortíssimo, com escolhas narrativas de confrontar o passado que me tocaram de verdade. E a trilha sonora? De fato, a música inédita “I Knew It, I Knew You”, de Taylor Swift, se encaixa com perfeição na cena de despedida, elevando a emoção lá no alto.

Opinião Pessoal: Conexão Real em um Mundo Digital

Essa questão de tecnologia vs. conexões reais me pegou de jeito por um motivo bem pessoal. Em primeiro lugar, o roteiro discute como a frieza digital e os comentários maldosos na internet podem machucar as crianças de hoje, e eu senti isso na pele anos atrás. Afinal, mesmo quando a internet não era tão avançada, pessoas online faziam comentários cruéis sobre mim que nunca teriam coragem de dizer cara a cara.

Vendo a Bonnie passar por essa pressão social digital, me vi ali imediatamente. Por outro lado, a diferença é que a Bonnie teve o suporte emocional dos brinquedos clássicos. Isso foi algo que me fez muita falta na época e tornou tudo mais difícil para mim.

Conclusão: O veredito da nossa crítica de Toy Story 5

No fim das contas, encerro esta crítica de Toy Story 5 destacando que o longa entrega um visual espetacular e uma evolução narrativa fantástica. Espero de verdade que um eventual Toy Story 6 venha apenas para dar um ponto final na saga. Afinal, esticar demais uma história perfeita pode esvaziar seu sentido. Mas, por enquanto, a Pixar acertou em cheio.

Sinopse
O quinto filme da franquia Toy Story, dirigido por Andrew Stanton (Procurando Nemo e Vida de Inseto), vai mostrar como os brinquedos lidam com a chegada da tecnologia. Agora com 8 anos de idade, Bonnie descobre um novo passatempo: o tablet. Lilypad (Greta Lee) é um dispositivo que consegue criar mundos virtuais inteiros prendendo a atenção de Bonnie e a fazendo se distanciar dos brinquedos. Jessie (Joan Cusack) tenta manter todos unidos e esperançosos, mas quanto mais tempo Bonnie passa com Lilypad, mais os brinquedos entram em desespero. É nesse contexto que uma importante figura retorna! Woody (Tom Hanks), mais velho e experiente, vai tentar tudo que pode para ajudar todos a conseguirem lidar com essa nova realidade. Buzz Lightyear (Tim Allen), Woody, Jessie e os demais brinquedos seguem uma jornada difícil de aprendizado que revela que a tecnologia e a tradição podem coexistir, mas também acendem um alerta sobre a quantidade de horas que uma criança passa em frente a telas, adaptação e a perda de afeto humano com a chegada do distanciamento causado pelo digital.
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