A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell | Crítica

Análise sobre o filme A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell da Paramount Pictures, aqui no site Cebola Verde. Confira a ficha técnica do filme:

Nome do Filme: A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell (Ghost in the Shell)

Estreia: 30 de março de 2017 (Brasil) – 1h 47min

Direção: Rupert Sanders

Elenco: Scarlett Johansson, Pilou Asbæk, Takeshi Kitano, Juliette Binoche, Michael Pitt, Chin Han, Peter Ferdinando, Rila Fukushima

Distribuidora: Paramount Pictures


A tecla robô e sentimentos são apertadas novamente em A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell com problemas muito além do esperado ou imaginável. Somos introduzidos a Major, ou quase isso, personagem icônica de Scarlett Johansson e sua respectiva equipe anti ataques cibernéticos, já que o mundo não é mais o mesmo do que conhecemos. Sua ambientação e relações são completamente afetadas.

O filme foi baseado em um mangá de influências cyberpunk chamado Ghost in the Shell, como na versão original do título, em um mundo pós 2029, isso tudo no começo da década de 90. O que acarretou numa interferência direta em Matrix – sucesso de bilheteria e críticas extremamente positivas. Mas, será que com a versão – não genérica – de Rupert Sanders terá o mesmo impacto? É de comum acordo e sensatez da minha parte dizer que não. Isso não quer dizer que seja ruim ou algo do gênero, faltou uma cereja nesse bolo que poderia ter proporcionado um entretenimento gigantesco.

Major é uma arma. Ponto. Entretanto, não é assim que irá tocar as coisas. Como sempre. Parece que já vimos aquilo em algum lugar e não surpreende os demais, o que deixa tudo mais entediante e monótono. O que dá o ar da graça são as lutas bem construídas e cada uma com certo propósito nesse ambiente louco onde pessoas utilizam da alta tecnologia para viver ou mesmo, se adaptar. Aliás, um tema bem abordado foi essa incessante busca por ‘atualizações’ e a raridade de de ser um humano completo (todos os órgãos naturais), que é muito bem explorado no filme. De fato, a ambientação é bem retrata e os motivos que cercam Motoko – o verdadeiro nome da protagonista, ou seja, a direção consegue entregar nos seus limites. E o fãs do anime/mangá conseguem sair satisfeitos de ver aquilo retratado.

Um grande destaque para os efeitos especiais, o que aconselho bastante a assistir em IMAX 3D. Pague mais, porém compensará bastante em sua experiência. Ele peca somente em uma ocasião que você só verá se prestar muita atenção, quase nulo de percepção. Sempre há um receio quando uma produtora investe muito nos efeitos, já que a história clama e pede por eles, em seguida o roteiro e trama são jogados de lado. É de costume ter esse impacto, porém o filme consegue entregar os efeitos especiais impecáveis e uma base, digamos, mostra-te o simples, dá para entender perfeitamente o que tá acontecendo; nada tão aprofundado (básico). Não espere uma trilha sonora super marcante, pois não vai ter. Levo em consideração por uma música ou outra que tenha fixado na cabeça, somente a principal “Making of Cyborg” que passa despercebida no longa. Frisando também que os efeitos sonoros foram bem colocados nos momentos certos, causando o famoso suspense.

Scarlett Johansson, uma atriz renomada e conhecida por muitos teve um papel difícil em mãos, já que os fãs e a imprensa em geral criticaram o fato dela interpretar uma personagem oriental. Em meio disto tudo, ela parece uma robô – é o dever dela como personagem – e às vezes não. Fica esse interrogação no filme, o que me desapontou muito. O andar chama a atenção da personagem, mas o jeito de falar e entre outros aspectos minuciosos que fazem a diferença, parecem desconcentrar para um outro tipo de ser, mas não um robô completo. Lembrando que a Motoko não é 100% artificial. A Seção 9 é bem explicada e seus parceiros, Batou, interpretado por Pilou Asbæk teve uma atuação serena e caracterizada por evoluções ao longo da trama, Takeshi Kitano levando consigo o chefe da equipe, Daisuke Aramaki e outros menos importantes ao me ver no filme. Michael Pitt convence como Kuze tanto quanto a Juliette Binoche como a Doutora da Hanka, Ouelet.

O filme em si traz uma ideia de superação, ou quase isso. É relativamente simples e consegue entregar aquilo que se esperava, ou até menos que pensava. Em meio a essas conjunções de alternância é o que digo sobre Ghost in the Shell filme. Ainda assim acredito que deveria ter tirado algumas cenas que deixavam cansativo até mesmo em um filme que não chega em 2 horas de duração e um fator interessante proposto por Sanders, é que abre margem para uma continuação – tudo dependerá do retorno do público.

 

Volney Tolentino

Designer Gráfico, Editor, Técnico de Mecânica Industrial, Nerd, Geek, Hipster Incubado, Fundador da Wing_Storm Entertainment, Protestante, Torcedor do New England Patriots, Los Angeles Lakers e Clube de Regatas do Flamengo e Dono na Thyskens Productions.

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