Missão: Impossível – Efeito Fallout | Crítica

Análise sobre o filme “Missão: Impossível – Efeito Fallout” da Paramount Pictures (convite da Paramount Pictures BR), saga de Missão Impossível, aqui no site Cebola Verde. Confira a ficha técnica da trama cinematográfica:

Nome: Missão: Impossível – Efeito Fallout (Mission: Impossible – Fallout)

Estreia: 26 de julho de 2018 (Brasil) – 2h 28min

Direção: Christopher McQuarrie

Dubladores: Tom Cruise, Henry Cavill, Rebecca Ferguson, Ving Rhames, Simon Pegg, Sean Harris, Michelle Monaghan, Angela Bassett, Vanessa Kirby

Distribuidora: Paramount Pictures


Tom Cruise retorna depois de 3 anos com a sua grande saga de “Missão Impossível“, mesmo tendo fraturado um tornozelo nas gravações! E outra pessoa que também volta, sem ser do elenco principal, pela primeira vez na franquia, é o diretor Christopher McQuarrie! Pode se dizer que “Efeito Fallout” foi feito diretamente para os fãs, sem se preocupar muito com um novo público. Aliás, vários elementos de filmes anteriores se complementam.

Missão: Impossível – Efeito Fallout” é um filme baseado em sensações e contradições. O estopim para ocasionar tudo o que a trama proporcionará adiante, fez-me ter vários contrapontos e até chegar a um: realmente teve que acontecer. Pode apostar que isso é bom! Christopher McQuarrie dirigiu um filme que tivesse vários pontos cruciais a cada ação das personagens, e suas as consequências levariam sempre a um “possível” sucesso, todavia hei de ter as quebras de expectativas. Tudo isso junto a um roteiro com três atos bem fechadinhos e que pouco se importara com o tempo; duas horas e meio passou rápido, devido a inúmeros repertórios de ações e diálogos sempre aceitáveis (no sentido real da palavra). Ou seja, não há uma quebra ou deslize em nenhum momento da trama. Entretanto, é importante prestar bastante atenção nos acontecimentos e informações de filmes antigos.

A trilha sonora é mais do que marcante, com toda certeza em algum momento da vida, alguém já cantarolou a música tema de “Missão: Impossível“. É quase uma lei quando referem-se a algo/missão super difícil de conquistar. E mais uma vez ela está presente; o épico! Atraídos por diversas sensações que funcionam: suspense, excitação, nocaute e efeitos sonoros, enriquecem ainda mais a trama, acompanhados de um tom pastel em diversas cenas de ambientação da trama. Além dos incríveis cenários proporcionados adicionado às movimentações bem realizadas. Sim, o filme tem bastante aspectos positivos em relação ao que fora citado.

Antes de explicar um pouco mais da história, o nome já é bem sugestivo: Fallout! Podendo representar vários significados, dois podem representar o filme por completo. O primeiro, é o fato de ser um material radioativo, no caso, plutônio sendo fornecido como arma nuclear (sentido literal). O principal fator da trama. E o segundo, as consequências provocadas pelo personagem de Tom Cruise, e seus efeitos colaterais (sentido figurado). Então se encaixa perfeitamente com tudo que se passa, seu passado e o resultado de suas respectivas boas ações.

A história é basicamente tudo o que foi citado anteriormente, claro, com muito mais ação e aventura de Ethan Hunt. Voltando a lidar com um velho conhecido vilão, Solomon Lane (Sean Harris) e ter um braço feminino inquestionável ao seu lado, Rebecca Ferguson. Mesmo com a volta de Solomon Lane, Ethan Hunt e sua equipe deverá conquistar as três esferas de plutônio dos Apóstolos, organização terrorista. Entretanto, também deverá lidar com o seu lado bom, mais as diferenças do profissional e pessoal, muito frequente no filme. Cenas de ação extraordinárias, briga entre organizações de inteligência secretas, corrida marota de Tom Cruise e partes cômicas, que são nem um pouco forçadas.

As atuações são um show à parte, Tom Cruise retorna como agente Ethan Hunt e mostra que nasceu para esse personagem. A entrega do ator hollywoodiano é insana, pois mesmo com o tornozelo fraturado, se entregou veemente ao projeto. Outra que merece destaque, é a Rebecca Ferguson, interpretando a Ilsa Faust, agente secreta britânica que abrilhanta a tela. Mostra toda a força de uma mulher, sem precisar força. É genial! Mais do que acertado a sua presença. Ving Rhames e Simon Pegg é a equipe de Hunt, como Luther e Benji, respectivamente. A conexão entre eles é muito boa e passa sinceridade em todos os diálogos. A novidade da vez está nas mãos de Henry Cavill com seu poderoso/polêmico bigode, interpreta Walker! O ator tem uma participação discreta, todavia importante para a trama; nada de surpreendente. Por outro lado, Vanessa Kirby é a tão famosa Viúva Branca, um show à parte!

Sean Harris, junto com Os Apóstolos, é o vilão de novo. Seu jeito sádico e obsessivo pelo fracasso de Hunt é notório e conseguem passar esta informação muito bem ao longo do filme. Casos do filme anterior, “Nação Secreta”.

Diante dos fatos supracitados, “Missão: Impossível – Efeito Fallout” é um filme extraordinário em diversos sentidos! Tudo é minuciosamente pensado, ações e consequências de Ethan sempre andam de mãos dadas. A química entre todos os personagens flui de acordo com o ambiente, ou seja, é impecável. E claro, vale ressaltar os nomes de peso no elenco. Há clichês, é normal, porém usam disto como o diferencial de seus filmes anteriores. Também o dedo de J.J. Abrams está presente na produção, não esquecendo. Com toda certeza, as aventuras, cenas de lutas incríveis, situações inusitadas, problemas de agentes secretos irão dar o gosto de quero mais!

Notas
  • Atuação
  • Direção
  • Edição
  • Efeitos Especiais
  • Roteiro
  • Trilha Sonora
4.3

Resumo

Quando uma importante missão não sai como o planejado, Ethan Hunt (Tom Cruise) e o time do IMF unem forças em ação numa corrida contra o tempo para acertar as contas com os erros do passados.

Volney Tolentino

Jovem dinâmico, que detém o poder central dos Cebolas Verdes; Um clã no interior (sigilo) da imensa África Subsaariana. Sua missão é fazer o bem como designer, crítico de cinema, professor de inglês e amante esportivo.

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