Guerra Civil (2024) | Crítica

Um filme distópico

Análise sobre o filme “Guerra Civil”, da Diamond Films (a convite da própria), aqui no site Cebola Verde. Confira a ficha técnica da trama:

Nome: Guerra Civil (Civil War)

Estreia: 18 de abril de 2024 – 1h 49min

Direção: Alex Garland

Elenco: Kirsten Dunst, Wagner Moura, Cailee Spaeny

Distribuidora: Diamond Films

Gênero: Ação, Guerra, Suspense


O filme “Guerra Civil” (2024), estrelado por Wagner Moura, oferece uma perspectiva intensa e emocionalmente carregada sobre os conflitos contemporâneos e suas consequências humanitárias — ainda mais quando chegamos perto de eleições presidenciais. A produção se destaca ao colocar o espectador no coração de um cenário de guerra não apenas para explorar a violência física, mas também o impacto psicológico e social sobre os indivíduos envolvidos.

A direção de “Guerra Civil” é meticulosa ao retratar o cenário de guerra, com um foco especial na experiência humana que vai além do mero sensacionalismo. Ao fazer isso, o filme desafia o espectador a refletir sobre as realidades da guerra, evitando a glorificação do conflito. No entanto, pode-se argumentar que o filme, às vezes, se inclina excessivamente para o dramático, possivelmente em detrimento de uma representação mais nuançada dos dilemas morais enfrentados pelos personagens — que por sinal, os diálogos poderiam ser melhores explorados (acontece raramente). No geral, o filme brilha ao detalhar as cicatrizes psicológicas deixadas pelo conflito, não apenas nas vítimas, mas também naqueles que tentam ajudar.

A atuação de Wagner Moura é um ponto alto do filme, trazendo uma camada de autenticidade e emoção que é vital para a conexão do público. Seu personagem é elaborado com nuances que espelham o conflito interno entre a necessidade de intervir e o desespero diante da ineficácia das soluções fáceis. Contudo, o roteiro às vezes não oferece suporte suficiente para que outros personagens secundários tenham o mesmo desenvolvimento, deixando algumas subtramas e relações parecerem subutilizadas ou não exploradas completamente.

Visualmente, “Guerra Civil” é impressionante, utilizando uma cinematografia que capta tanto a beleza quanto o horror dos cenários de guerra. A escolha de locações e a direção de arte contribuem imensamente para a imersão no ambiente, embora em momentos a intensidade gráfica possa parecer um pouco forçada, visando impacto emocional mais do que a profundidade narrativa.

Diante dos fatos supracitados, “Guerra Civil” é um filme provocativo e emocionante, com uma performance estelar de Wagner Moura. Embora certos aspectos da execução possam ser melhorados, sua abordagem honesta e compassiva para com as realidades da guerra oferece uma contribuição significativa para o cinema contemporâneo que explora temas de conflito e humanidade.

Guerra Civil
Sinopse
Guerra Civil apresenta uma mistura de ação e suspense, ambientado em um futuro não tão distante, quando uma guerra civil se instaura nos Estados Unidos. Neste cenário, uma equipe pioneira de jornalistas de guerra, onde estão Lee (Kirsten Dunst) e seu colega de trabalho Joel (Wagner Moura), viajam pelo país para registrar a dimensão e a situação de um cenário violento que tomou as ruas em uma rápida escalada, envolvendo toda a nação.
4
Notas