Histórias que Nosso Cinema (não) Contava | Crítica

Análise sobre o filme documentário “Histórias que Nosso Cinema (não) Contava”, da Boulevard Filmes (convite da Boulevard Filmes), aqui no site Cebola Verde.

Confira a ficha técnica da trama cinematográfica:

Nome: Histórias que Nosso Cinema (não) Contava

Classificação Indicativa: 16 anos

Estreia: 23 de agosto de 2018 (Brasil) – 1h 19 min

Direção: Fernanda Pessoa

Distribuidora: Boulevard Filmes


Os anos 70 foram cercados pela névoa dos militares durante a Ditadura. Os meios de comunicação e entretenimento eram censurados e algumas produções eram vetadas por conter material que era considerado proibido.

Partindo do pressuposto de material de entretenimento, Fernanda Pessoa, junto de uma equipe saudosista do cinema Tupiniquim, realizou um árduo processo de pesquisa de filmes desta época, o famoso Pornochanchada. O documentário aborda, usando a técnica de montagem de cenas, usando uma seleção muito bem acentuada de filmes dessa época, diversos temas contemporâneos. O mix entre o erotismo forçado e os argumentos contra o perigo comunista são muito bem mostrados pela montagem de Luiz Cruz, tal que esbanja a habilidade de mesclar um filme no outro, fazendo do projeto uma obra prima no quesito.

A trilha sonora também não peca em serviço, sendo muito bem encaixada e pontal, nunca deixando o filme a merce a falta do mesmo.
O documentário passeia de maneira perspicaz em conceitos discutidos até o hoje, tendo seu conteúdo muito bem investido em trazer o conhecimento do cinema nacional antigo para o público de hoje (até nas tiradas de humor bem colocadas).

Por fim, o filme é bom, muito bem editado e com uma direção esplendorosa que dialoga entre som e montagem. É bom saber que o cinema brasileiro independente está longe de ser morto.

Lucca Magro

Aspirante a repórter e poeta nas horas vagas. Shitposter de carteirinha e Snyderzete.

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