Volibear – A tempestade Implacável

13 de maio de 2020

Publicado por Samuel Chaves

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VOLIBEAR
A TEMPESTADE IMPLACÁVEL

Para alguns, ele é o Rugido do Trovão, a Tempestade, o Valhir. Para outros, ele é a Ruína, o Urso dos Mil Flagelos, Aquele que Resiste. Mas, para a maior parte das tribos que ainda seguem os velhos costumes, ele é conhecido como Volibear.

A forma manifestada da destruição, da força e da tempestade, Volibear representa o poder e a fúria incontroláveis da própria Freljord. Ele e seus irmãos semideuses criaram a terra chamada Vorrijaard muito antes da chegada das raças mortais. As lendas contam como ele criou os cinco fiordes com um poderoso golpe de suas garras, e como sua épica batalha contra Rhond, a serpente de magma, formou incontáveis vales e ravinas. Quando Volibear finalmente derrubou a fera, o sangue vertido da criatura se tornou o primeiro rio de Freljord, e sua carcaça colossal acabou formando o que conhecemos como as Montanhas Wyrmback.

Na época das primeiras tribos, a magia era selvagem e indomável. Volibear era venerado e adorado por todos, pois precisavam de sua força incontrolável para sobreviver. Grandes guerras foram travadas e Volibear lutou nos campos de batalha ao lado de seus adeptos, sempre vestindo uma armadura com runas gravadas feita por seu irmão Ornn, o semideus da forja. Naquela época, havia um forte laço entre os dois irmãos. Era comum lutarem lado a lado, embora Ornn nunca tenha tido a mesma ânsia por batalha típica de seu irmão. Volibear se regozijava com batalhas árduas e, quanto mais oferendas de sangue eram feitas em seu nome, mais seu poder crescia.

Com o tempo, Volibear e seus irmãos se afastaram, cada um seguindo seus próprios interesses. Ainda assim, não havia uma divisão nítida entre eles… até que novas ideias começaram a usurpar as crenças antigas.

Três irmãs ascenderam ao poder, buscando controlar e impor ordem em toda Freljord. Os semideuses não conseguiam chegar a um consenso sobre como proceder. Alguns, como Anivia, pareciam dispostos a trabalhar em parceria com as irmãs, enquanto Volibear e o Javali Férrico desejavam destruí-las. Outros pareciam não se importar com a existência delas, já que essas criaturas tão frágeis viriam a falecer antes deles, como qualquer outra pessoa.

Volibear buscou ajuda de seus adeptos mais animalescos e selvagens, conhecidos como Ursine. Com eles ao seu lado, conseguiria derrotar as três irmãs. Nas preparações para a batalha que estava por vir, ele pediu a Ornn que armasse seus guerreiros.

Mas Ornn se recusou. Ele não aprovava a selvageria dos Ursine e, assim, irrompeu uma batalha terrível entre os dois semideuses. Como resultado, Volibear amaldiçoou seu irmão e se desfez de sua armadura rúnica. Dali em diante, lutaria usando apenas seus dentes, suas garras, sua força e seus trovões. Volibear descobriu que, em vez de enfraquecer, seu poder total agora estava liberto.

Usando sua fúria recém-descoberta, confrontou uma das irmãs mortais, que desejava roubar o poder dos semideuses para si. Diante de todo o exército dela, ele a atacou e fez com que ela perdesse a visão, mas não conseguiu impedir o que ela já havia posto em prática.

Com o passar dos séculos, e mesmo contra toda a resistência de Volibear, as tribos começaram a adorar as Três Irmãs no lugar dos velhos deuses.

Muitas das práticas mais antigas foram esquecidas. Ele viu tribos se escondendo sob paredes de pedra em vez de enfrentar a selvageria da natureza, campos sendo cultivados e fazendeiros criando gado em vez de caçar, e urrou de fúria quando os grandes rios foram represados, destituídos de sua liberdade. Aquela não era sua Freljord. As mudanças ocorreram lentamente, de forma gélida, mas Volibear acabou percebendo que as tribos haviam sido abandonadas pelos espíritos selvagens da terra, tornando-se frágeis, submissas e enfraquecidas. Essas criaturas fracas não tinham respeito pelos velhos costumes ou pelos velhos deuses.

Fúria e indignação dominavam seu corpo. Ele jurou aniquilar todo e qualquer rastro de civilização e trazer Freljord novamente ao antigo estado de selvageria. Assim, as pessoas se tornariam fortes novamente e ele voltaria a ser adorado e temido.

Enquanto o chamado de Volibear reverberava pelas montanhas e planícies do norte, cada vez mais freljordanos o respondiam. Lentamente, os velho costumes estão sendo relembrados e readotados, e sua força aumenta a cada novo adepto.

Um acerto de contas sangrento está por vir… e Volibear aguarda ansiosamente.

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