Mulher-Maravilha | Crítica

Análise sobre o filme Mulher-Maravilha da Warner Bros. Pictures (convite da Warner Bros. Entertainment), aqui no site Cebola Verde. Confira a ficha técnica do filme:

Nome do Filme: Mulher-Maravilha (Wonder Woman)

Estreia: 01 de junho de 2017 (Brasil) – 2h 21min

Direção: Patty Jenkins

Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Robin Wright, Danny Huston, David Thewlis, Connie Nielsen, Elena Anaya, Ewen Bremner, Lucy Davis, Lisa Loven Kongsli, Eugene Brave Rock e Saïd Taghmaoui

Distribuidora: Warner Bros. Pictures


Sabe aquela pequena luz no fim do túnel que acende a esperança para muitos em situações desesperadoras? Sim, a princesa Diana (Gal Gadot) é a luz! Depois de muitos erros, e até mesmo acertos – quase insignificantes, a DC/Warner conseguiu fazer um filme de super-herói digno, com bastante deleite para seu público e agora, muitos que tinham desprezo pelas produções da empresa, abrirão os olhos para o seu trabalho. Ah, sem contar o novo público que provavelmente chegará, pois não é necessário conhecer os quadrinhos ou desenhos para entender a história.

Mulher-Maravilha é um filme maravilhoso. Ponto. Porém, vou tentar te levar a essa conclusão. Com um roteiro excelente e enfim, uma edição boa com todas as cenas do trailer no filme e um sentido cronológico, a diretora dessa obra de arte, Patty Jenkins fez o espectador embarcar realmente na aventura e história da princesa amazona. O vínculo entre você e o filme é tão forte que se emocionar é um acessório tão significante para tudo que se passara ali em apenas uma tela grande. Você pede mais e mais pelo filme, pois duas horas e vinte e um minutos parece ser tão rápido, claro, no bom sentido, pois uma obra cinematográfica com um longo tempo de duração fica cansativo. E vale frisar a incrível introdução feita ao filme, o que se encaixa com Batman v Superman. Entretanto, não faria a mínima diferença se fosse usado antes do lançamento de BvS ou depois (como foi agora).

A trama tem ótimos argumentos, fazem sentido a todo momento do filme, pois as emoções de cada personagem são levadas a sério e com grande fator no desenrolar final. Não tivemos aquela papagaiada de crescimento e descobrimento da personagem, de quem a Diana era/é. Sua personalidade é posta a prova em várias circunstâncias a qual sua inocência no filme dá um charme surreal na atuação de Gal Gadot que recebe esse codinome de “Maravilha” perfeitamente. Ainda mais com uma trilha sonora de arrepiar, sim! Cada vez que a música tema tocava, eu me arrepiava e pensava: tá dando certo, ufa! Não iremos falar somente da protagonista, e sim dos outros companheiros que tivera papel fundamental na trajetória da ação; Capitão Steve Trevor (Chris Pine) é um espião mocinho britânico que consegue ter uma boa química com Diana em diversas partes do filme, Antiope (Robin Wright) e Hipólita (Connie Nielsen) são maravilhosas com atuações profundas, Charlie (Ewen Bremner) e Sammer (Saïd Taghmaoui) transmitem carisma e alívio cômico, já do outro lado temos peças chaves como Ares e Doutora Veneno. Pode ficar tranquilo que Ares beira o excelente e é mil vezes melhor que o Apocalipse.

Diferente das outras produções postas pela DC/Warner, Mulher-Maravilha há momentos adultos, divertidos, engraçados, e não “sombrio” como muitos colocam. É um filme padrão de super-herói que todos gostariam de assistir diversas vezes por dia. Cenas de lutas impecáveis, mas abusivas em slow motion. A câmera lenta não estraga a experiência nenhuma vez, porém há em excesso, o que fica muito melhor em 3D. Como tinha dito, você necessariamente não precisava conhecer a história da maior amazona, pois o filme dá um suporte imenso ao telespectador, fechando tudo e explicando cada coisa, mas mesmo assim, ele faz jus aos quadrinhos e entrega um mar de rosas para aqueles que acompanham a saga há anos.

Diante dos fatos supracitados, Mulher-Maravilha traz consigo a força da mulher em diversas situações propostas por Patty Jenkins, acompanhado por um vilão diabólico e manipulador. O roteiro até então nessa nova era da DC/Warner é o melhor, beirando a perfeição com argumentos que fazem sentido, e claro, descobrindo quem é a Princesa Diana de Temiscira e seu papel na Terra. Todo o seu poder e amor são culminados, e um fato interessante é que seu poder mais forte é a defesa, diferente de muitos casos. Pode chamar todos que conhece que com certeza valerá a pena ver as incríveis cenas de lutas em ambientes visuais e artísticos magníficos e entre outros. Não há cena pós-créditos.

Volney Tolentino

Designer Gráfico, Editor, Técnico de Mecânica Industrial, Nerd, Geek, Hipster Incubado, Fundador da Wing_Storm Entertainment, Protestante, Torcedor do New England Patriots, Los Angeles Lakers e Clube de Regatas do Flamengo e Dono na Thyskens Productions.

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