The Get Down | Crítica

Análise da primeira parte de Netflix’s The Get Down. Confira a ficha técnica da série:

Nome do Seriado: The Get Down

Estreia: 12 de agosto de 2016

Direção: Baz Luhrmann

Elenco: Jaden Smith, Justice Smith, Shameik Moore, Herizen Guardiola, Skylan Brooks, T. J. Brown, Jimmy Smits

Distribuidora: Netflix


Da trilha sonora até as gírias, The Get Down conquista de uma maneira única! Os personagens, ambientação e o desfecho são simplesmente excepcionais.

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A série conta a história de um menino órfão chamado Ezekiel (Justice Smith) que reside com a sua tia e o namorado dela. O rapaz é super inteligente e tem o espírito de liderança, porém há uma coisa que o desconexa, uma menina sendo mais específico, chamada Mylene Cruz (Herizen Guardiola), filha de um pastor rígido e cabeça dura. Ambos estudam e tocam na igreja juntos. Ele com seu piano e ela com a sua voz. Um dos obstáculos do casal, são os sonhos. Ezekiel é ótimo com rimas e poesias, Mylene com a melodia, porém o futuro dele muda com aparição do Shaolin Fantastic (Shameik Moore).

Seus amigos, podemos dizer até mesmo irmãos, também participam do seu trajeto. Com Shaolin, o rei do grafite de todo Bronx, o seu sonho de virar um grande tocador de disco e achar o ‘The Get Down’ perfeito. A palavra ou expressão The Get Down significa o exato momento em que a música entra na parte instrumental, batida, e faz um pequeno remix.

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Todos os personagens têm os seus confortos e isso ao longo da série mostra a mudança e o amadurecimento de cada um. Um exemplo é o namorado da sua tia. Não só questão profissional, quanto sentimental.

As várias propostas que são proporcionadas ao Zeke e as atitudes dele ao longo da série mostra o seu dom de inteligência, poesia ou rap/hip-hop? Com certeza, as férias dos reféns do Bronx, um condado de Nova Iorque pobre e entregue ao tráfico, nos anos 70, não foi a mesma. Eleições políticas e crimes a toda esquina, black out, o que mais poderia ficar pior?

Lembrando que o condado do Bronx era predominantemente de negros. E com o black out, o hip-hop se instalou fortemente. As casas eram queimadas por ordens dos reis do tráfico e questão política.

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A trilha sonora dos anos 60, 70, 80 são indiscutíveis, correto? Correto! O único ponto negativo foi que em alguns momentos a sensação de novela predominava, e um primeiro episódio de introdução com tom de filme. O que acaba deixando meio cansativo. Até porque a primeira parte da série só há 6 episódios. Podemos deixar isso passar.

Não há censuras de palavrões, drogas ilícitas e há palavras de duplo sentido, orgia, morte, entre outros, o que não faz ser uma série para crianças. E vale ressaltar a liberdade de gênero que é apresentada. “Somos todos iguais.”

Um dos furos da série seria a irmã da Mylene, ela aparece no início do primeiro episódio e o resto desaparece…

Muito se contesta da falta de expressão do filho do renomado Will Smith, Jaden Smith. E podemos dizer que ele apresentou um ótimo trabalho e uma das cenas mais polêmicas da primeira parte da série. As interpretações do produtor (Jack) e do tio porto-riquenho da Mylene, Papa Fuerte (Jimmy Smits) são impecáveis!

A origem do hip-hop nunca foi tão bem contada em The Get Down!

Cebolas: 4,5/5

Volney Tolentino

Designer Gráfico, Editor, Técnico de Mecânica Industrial, Nerd, Geek, Hipster Incubado, Fundador da Wing_Storm Entertainment, Protestante, Torcedor do New England Patriots, Los Angeles Lakers e Clube de Regatas do Flamengo e Dono na Thyskens Productions.

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