Baywatch | Crítica

Análise sobre o filme Baywatch S.O.S Malibu da Paramount Pictures, aqui no site Cebola Verde.

Confira a ficha técnica do filme:

Nome do Filme: Baywatch S.O.S Malibu (Baywatch)

Estreia: 15 de junho de 2017 (Brasil) – 1h 57min

Direção: Seth Gordon

Elenco: Dwayne Johnson, Zac Efron, Alexandra Daddario, Priyanka Chopra, Kelly Rohrbach, Ilfenesh Hadera, Jon Bass, Yahya Abdul-Mateen II

Distribuidora: Paramount Pictures


Vamos tentar montar um filme de comédia que com toda certeza fará o público rir. Primeiro, coloque o Dwayne “The Rock” Johnson no elenco, ou como produtor, dá no mesmo. Em seguida, pegue um ator meio engraçadinho ou um pouco fora de sintonia no humor, no caso, Zac Efron. Para finalizar a nossa obra, adicione alguns atores bobinhos e um humor pastelão. Pode ter certeza, vai dar certo para a maioria do público!

Baywatch é isso e mais um pouco do que foi citado. Johnson vem batendo nessa tecla e até mesmo acertado em vários casos. Seu humor não precede ou freia o nível de sacanagem posta, o que acarreta em um filme não recomendado para menores de 16 anos. Há somente censura em palavrões. Eu fiquei bastante surpreso com a iniciativa, diferente de “Um Espião e Meio” que segue o mesmo padrão. Ou seja, você se sentará na poltrona – com ou não a família do lado -, chamará um amigo zoeiro e assistirá o filme sem problema algum. Você vai rir bastante, porque as besteiras, às vezes forçadas, são engraçadas mesmo assim. E claro, assista sem nenhuma pretensão que valerá o ingresso.

Parece meio descompromissado, mas o roteiro conseguiu me surpreender. O filme fez-me rir e ainda sentir o que os personagens principais estavam passando. É fraco em certos casos, só para preencher mesmo espaço com brincadeirinhas e afins. Sabe um filme “sessão da tarde”? Então, é isso. As atuações são boas, atendem o propósito inicial; The Rock (Mitch Buchannon) continua com seu carisma impecável e as ironias em volta do seu físico musculoso, recebendo até apelidos como o Super-Homem e Zac Efron (Matt Brody) surpreendeu-me com a sua performance metrossexual e expressões caricatas. Resumindo, os dois mostraram bastante entrosamento e dinamismo no filme. Nada de tão especial nos demais, até mesmo a vilã, Victoria Leeds (Pryanka Chopra). E não há uma mensagem em especial para o público, vale ressaltar.

Outro fator importante, é que um filme de salva-vidas baseado em uma série de TV dos anos 90 e inspirado também em uma obra cinematográfica (2003), que continha no elenco David Hasselhoff e Pamela Anderson, pode dar certo independente do tema. O manuseamento do roteiro que é o essencial numa trama. E Baywatch se aproveita muito disso, de inúmeras referências e trocadilhos, o que vimos bastante em Deadpool, algo que aproxima o espectador à obra. Também é interessante acompanhar séries/filmes antigos sendo reaproveitados, claro, quando não se houve espaços em seu tempo. Querer fazer remake de filme bom, não vem muito ao caso, pois pode estragar o seu legado. A bola super fora do filme foi a edição, que dava desconforto de continuidade. A percepção que certos objetos ou até mesmo os movimentos​ dos personagens não tinham nexo com a cena anterior, isso ficou bem nítido no filme.

Diante dos fatos supracitados, Baywatch S.O.S Malibu faz o básico com apenas um objetivo, entreter e fazer o seu público rir sem muita pretensão, com bastante humor, e uma pequena crítica social – nada que se aprofunde ou tenha total relevância.

Volney Tolentino

Designer Gráfico, Editor, Técnico de Mecânica Industrial, Nerd, Geek, Hipster Incubado, Fundador da Wing_Storm Entertainment, Protestante, Torcedor do New England Patriots, Los Angeles Lakers e Clube de Regatas do Flamengo e Dono na Thyskens Productions.

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