SOMMOS AMAZÔNIA lança coleções “SOMMOS COP 30” e “Audiovisual Indígena: da Amazônia para o Mundo” durante a COP 30

As coleções reúnem produções sobre clima, território e cultura, reafirmando a força das narrativas amazônicas e indígenas durante a COP 30


Às vésperas da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 30) na Amazônia, a primeira plataforma global de conteúdo cultural sobre a região, a SOMMOS AMAZÔNIA, lança duas coleções especiais que levam as vozes do território para o mundo: “SOMMOS COP 30”, com conteúdos digitais sobre clima, cultura, território e os modos de existir na Amazônia; e “Audiovisual Indígena: da Amazônia para o Mundo”, com até dois mil minutos de filmes legendados em inglês, ampliando o alcance global das narrativas indígenas.

Reunindo realizadores indígenas, quilombolas, artistas, pesquisadores e ativistas, a SOMMOS AMAZÔNIA convida o público a compreender a região como centro vivo das discussões sobre o futuro do planeta, a partir do seu acervo, que reúne também música, literatura, artes visuais e gastronomia.

– Mais do que uma vitrine de obras, a coleção COP 30 é uma convocação. A Amazônia é o coração do planeta, e suas histórias precisam ser contadas a partir de quem vive e cuida desse território. – afirma Alexandre Agra, diretor presidente da SOMMOS AMAZÔNIA e vice-presidente do Instituto de Cultura e Meio Ambiente, responsável pela legendagem dos conteúdos para a língua inglesa.

A coleção “SOMMOS COP 30” se divide em quatro eixos temáticos que traduzem a pluralidade da floresta e seus desafios contemporâneos. São eles: Guardiões do Futuro, A Lei da Floresta, COP é Cultura e Amazônia em disputa.

No primeiro, a curadoria destaca o protagonismo dos povos indígenas e comunidades tradicionais por meio de obras como “Mensageiras da Amazônia”, “Cacique Raoni”, “Para onde foram as Andorinhas”, “Como Fotografei os Yanomami”e “A Origem da Noite”, que revelam tradições, lendas e modos de viver da floresta. Em A Lei da Floresta, o foco está no conhecimento e nos saberes tradicionais, como caminhos para a bioeconomia e a regeneração, que se destacam em filmes como “Marias da Castanha”, “Rondon, o grande chefe”, “Floresta: um Jardim que a Gente Cultiva”, “Rios Voadores” e “Amazônia: Arqueologia da Floresta”,  abordam a relação entre ciência, território e sustentabilidade, mostrando alternativas à lógica extrativista.

Já o eixo COP é Cultura celebra a arte e a comunicação como ferramentas de transformação climática. Obras como “Amazônia Groove”, “A Batalha de São Brás”, “Luz do Mundo”, “Clube da Guitarrada” e “Olhares do Norte” evidenciam a força da expressão cultural como resistência, sensibilização e ação política. Por fim, Amazônia em Disputa revela as tensões entre desenvolvimento e preservação, soberania e interesses globais. Filmes como “O Cineasta da Selva”, “Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos”, “Rodovia Belém Brasília” e “Belo Monte, o anúncio de uma guerra” questionam o futuro da floresta e de seus povos, expondo os desafios de conciliar justiça ambiental e crescimento econômico.

Além disso, a coleção “Audiovisual Indígena: da Amazônia para o Mundo” é um projeto desenvolvido pelo Instituto Cultura e Meio Ambiente com apoio da Embaixada da Irlanda no Brasil, e que tem como proposta oferecer, gratuitamente, dois mil minutos de conteúdos indígenas legendados em inglês, disponíveis no mundo todo!

Essas obras trazem registros que preservam culturas, línguas, tradições, histórias e movimentos de resistência indígena, compondo um importante acervo audiovisual da Amazônia contemporânea. Entre as obras selecionadas estão “Tupan Funai Istidanpikit” (O Encontro de Tupa com a FUNAI),  Nawa Istidanpikit Txuikit (Histórias de Contato) e  Kapuakit Txawa (Caçadas de Queixada), entre outros.

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