Análise sobre o filme “Duas Bruxas – A Herança Diabólica”, da Synapse Distribution (a convite da própria), aqui no site Cebola Verde.
Confira a ficha técnica da trama:
Nome: Duas Bruxas – A Herança Diabólica (Two Witches)
Estreia: 02 de março de 2023 – 1h 38min
Direção: Pierre Tsigaridis
Elenco: Rebekah Kennedy, Kristina Klebe, Tim Fox
Distribuidora: Synapse Distribution
Gênero: Terror
Com péssimas atuações e um roteiro clichê com referências que pouco brilham, o diretor franco-americano Pierre Tsigaridis fez a sua estreia do pior jeito possível. Sabemos que o gênero terror gore de bruxa está bem batido, mas há peças que o diretor poderia ter bebido da fonte. O roteiro não é algo ruim, mas faltou criatividade e até mesmo esmero pelo projeto – reforço mais uma vez as atuações pífias.
O filme acompanha duas gerações de bruxas, a avó, conhecida como “The Boogeywoman” (interpretada por Marina Parodi) e sua neta, Masha (Rebekah Kennedy de “O Mínimo para Viver”), e as consequências e maldições sofridas por aqueles que cruzam o caminho delas. Dividido em dois capítulos e um epílogo, com enredo que começa acompanhando um casal de jovens adultos que está à espera de seu primeiro filho. A história se desenrola a partir de um jantar romântico em um restaurante, quando a mulher percebe que está sendo observada por uma senhora com semblante suspeito.
Bem, o jeito gore pouco impressiona, os jumpscare são clichês ao nível extremo e pouco emociona. O terror mesmo foi aguentar assistir 1 hora e 38 minutos do filme. Além do mais, o diretor usou muito o zoom in e o plano holandês para dar a sensação de desconforto. Essas técnicas ajudam a entender que o perigo está iminente, mas usou de mais e ficou enjoativo a quem está assistindo.
Entretanto, não há de tudo ruim. Para quem ama o gênero terror gore, pode até ficar feliz em ver bruxas comendo crianças e sangue em todas as partes. Há uma crítica social sobre a heresia das bruxas, no âmbito do patriarcal. As ações das mulheres ações são todas ditadas pelos homens, mas toda essa representação é pouca criativa e esbarra em estereótipos.
Diante dos fatos supracitados, “Duas Bruxas” é a estreia de Pierre Tsigaridis nas telonas como diretor com um filme caótico, o qual pegou um amontoado de referências do terror gore e jogou em uma panela para ver no que ia dar. Mesmo com o amor do diretor pelo gênero, a trama não cativa.



