Em clima de comemoração, já que nesta sexta-feira (11) o Hip Hop celebra 50 anos de história, separamos nomes que fazem sucesso no Breaking para conhecer melhor essa parte do movimento que está prestes a ganhar um novo capítulo estreando como modalidade olímpica. Dentro dessa cena, existem diversas formas de identificar um fenômeno, seja pelas vitórias em campeonatos que o breaker acumula, pelas habilidades extraordinárias e estilo único ou até mesmo o grupo que participa, como o Red Bull BC One All Stars, uma das maiores crews do mundo que reúne talentos que já venceram o Red Bull BC One, a maior competição individual de Breaking do planeta.
Pensando nisso, separamos uma lista de B-Boys e B-Girls que têm trajetórias inspiradoras, recordes incríveis e alguns deles ainda protagonizam o documentário “Pushing Progression: Breaking” ao lado do rapper Busta Rhymes, que retrata a evolução da modalidade, explorando como o Breaking saiu das ruas do distrito de Bronx, região periférica de Nova York, emergiu como um estilo de dança no final dos anos sessenta, e como prosperou por mais de uma década antes de fazer sua estreia na cultura mainstream em 1984.
Conheça agora nomes importantes que fazem sucesso na modalidade:
B-BOYS:
B-Boy Neguin: Em 2010, Neguin foi o primeiro – e até hoje único – latino-americano a vencer o maior campeonato individual de Breaking do mundo, o Red Bull BC One. O paranaense é conhecido por trazer uma fusão de movimentos fluidos com acrobacias impressionantes. Com um estilo inovador e criativo, Neguin faz combinações únicas e autênticas misturando Breaking, jiu-jitsu e capoeira, três esportes pelos quais ele é apaixonado. Neguin conhece mais de 140 países, já participou de mais de 100 campeonatos internacionais e já trabalhou ao lado de grandes nomes como Madonna, Jennifer
B-Boy Leony: Natural de Belém, B-Boy Leony é o único pentacampeão do Red Bull BC One Brazil, tendo sua primeira vitória no principal campeonato de Breaking com apenas 17 anos. O feito histórico do pentacampeonato aconteceu no mês de julho deste ano, quando venceu a decisão nacional e se classificou para a Last Chance Cypher, etapa com os vencedores de diferentes países ao redor do mundo em busca de uma vaga na grande Final Mundial do torneio, que acontece em Paris, em outubro. Um fato curioso é que Leony também já participou e venceu a Last Chance Cypher dois anos seguidos (2016 e 2017), sendo o único brasileiro a conquistar tal feito. Com uma ascensão meteórica nos últimos anos, Leony tem se consolidado como um dos principais nomes para representar o Brasil no maior evento multiesportivo do planeta, já que faz parte da Seleção Brasileira de Breaking e é, atualmente, o brasileiro mais bem posicionado dentro do ranking classificatório.
B-Boy Phil Wizard: Por falar no ranking olímpico, o canadense Phil Wizard é o primeiro colocado entre os melhores B-Boys do mundo que estão em busca de uma vaga no maior evento multiesportivo do planeta. A história de Phil com o Breaking começou quando ele tinha apenas 13 anos, e o seu primeiro contato com a dança foi nas ruas de Vancouver. Curioso e fascinado, ele foi atrás de saber do que se tratavam os movimentos explosivos e hipnotizantes, foi quando ele encontrou no Youtube um vídeo da épica batalha final do Red Bull BC One 2009 entre os B-Boys Lilou e Cloud. Naquele dia mesmo viu despertar um amor pelo Breaking e se dedicou a aprender e praticar todos os dias. Um pouco mais tarde, resolveu deixar a universidade para dedicar todo o seu tempo e energia à dança. Atualmente, é um dos B-Boys mais famosos do mundo por suas performances energéticas e criatividade excepcional, além de ser uma das estrelas do documentário “Pushing Progression: Breaking”, ao lado de Busta Rhymes. “Estamos em território novo com o Breaking, onde nunca estivemos antes”, conta o canadense no curta.
B-Boy RoxRite: O mexicano RoxRite também começou a praticar cedo, com apenas 12 anos de idade e, com muito treino e dedicação, foi o campeão mundial do Red Bull BC One em 2011. RoxRite é um dos mais fortes competidores do cenário e coleciona o título de ser o primeiro B-Boy do mundo a conquistar 100 vitórias documentadas em batalhas. Além disso, RoxRite criou a maior crew de Breaking do mundo, o Red Bull BC One All Stars, ao lado dos B-Boys Lilou, francês bicampeão do Red Bull BC One, e Pelezinho, breaker há mais de 20 anos e o primeiro brasileiro a chegar à uma Final Mundial do Red Bull BC One.
B-GIRLS:
B-Girl Nathana: Parte da Seleção Brasileira de Breaking, Nathana é a atleta mais bem colocada entre as B-Girls brasileiras no ranking olímpico. Nascida em Uberlândia, Minas Gerais, Nathana começou a dançar aos 16 anos de idade após ter tido contato com a cultura Hip Hop e com o Breaking através de um professor. Na cena desde 2007, Nathana já recebeu diversos prêmios como “Melhor B-Girl” no Prêmio Breaking Latino Americano, em 2016, e “B-Girl of The Year” no prêmio Young Creative Leaders 2020. Além disso, Nathana já ministrou workshops sobre Breaking e foi jurada de campeonatos nacionais e internacionais.
B-Girl Maia: Júlia Maia, também conhecida como B-Girl Maia, é natural de Brasília e, desde pequena, teve muito contato com a arte, já que conviveu por anos com o circo, com o teatro e com a música. A B-Girl participou de várias batalhas na Europa e, por onde passa, encanta com seus movimentos fluídos e expressivos, e sua habilidade de combinar elementos de dança contemporânea com os fundamentos do Breaking. Em 2022 foi campeã nacional do Red Bull BC One, ganhando a vaga para Nova York, onde disputou a Last Chance Cypher. Neste ano, Maia não competiu na fase nacional do torneio porque foi classificada diretamente para a decisão mundial – sem necessidade de passar pela Last Chance Cypher – como wildcard, que são convites feitos a grandes nomes da cena para aquecer ainda mais as batalhas. Entre os maiores sonhos da B-Girl estão conquistar o título mundial do torneio e poder encontrar no cenário do Breaking um lugar mais igualitário e menos desigual, onde B-Boys e B-Girls existam numa mesma quantidade.
B-Girl Ami: Diretamente do Japão para o mundo, a B-Girl Ami é a 1ª colocada no ranking olímpico e foi a 1ª mulher vencedora do título mundial do Red Bull BC One, em 2018, edição que estreou a categoria feminina. Sua paixão pelas batalhas de dança começou em 2009, com apenas 10 anos de idade e, de lá para cá, Ami desenvolveu um estilo próprio, conhecido como “Clean Breaking”, que envolve trabalhos suaves de footwork e powermoves explosivos. Atualmente, a B-girl se consolidou com seu estilo único que lhe rendeu vários títulos, além de ser uma das estrelas femininas no documentário “Pushing Progression: Breaking” ao lado do rapper Busta Rhymes. “Também gosto de participar de competições mistas, mas se pudermos ter as 16 melhores B-Girls simplesmente representamos muito mais no palco. Aquele momento elevou o nível das B-Girls, por causa disso, muitas B-Girls levam a sério e se esforçam ainda mais para chegar até ali”, conta Ami no filme, sobre seu feito histórico estreando a categoria feminina como campeã mundial.
B-Girl Kastet: A russa Kastet é considerada uma das melhores B-Girls do mundo e foi a única a vencer duas vezes o Red Bull BC One, em 2019 e 2020. Vencer dois anos consecutivos é algo inédito não só na competição feminina, mas também na masculina. Em 2021, Kastet ganhou o Campeonato Europeu World DanceSport Federation de 2021. A paixão pela dança começou aos 12 anos de idade, quando ela conciliava as aulas de dança latina e de judô. Porém, logo percebeu que queria experimentar algo que tivesse mais liberdade criativa, e foi assim que encontrou o Breaking. Membro da equipe do 3:16 e do Red Bull BC One All Stars, a maior inspiração de Kastet foi a B-Girl Nadia, uma das melhores B-Girls da Rússia.


