Análise sobre o filme live-action “O Rei Leão”, da Disney Pixar, aqui no site Cebola Verde.
Confira a ficha técnica da trama cinematográfica:
Nome: O Rei Leão (The Lion King)
Estreia: 18 de julho de 2019 (Brasil) – 1h 58min
Direção: Jon Favreau
Dubladores: Ícaro Silva (Donald Glover), Iza (Beyoncé), James Earl Jones, Seth Rogen, Chiwetel Ejiofor, Alfre Woodard, Billy Eichner
Distribuidora: Disney | Buena Vista
Indubitavelmente a animação e o trama musical d’O Rei Leão de 1994 é um marco para toda uma geração. Os desenhos foram tomando proporções ainda maiores, mais coloridos, animados e sonoros ao limites. Músicas que levaram crianças a cantarolarem por toda casa a partir de uma simples caixa de DVD; quadradona e robusta. Agora, em 2019, a realidade é diferente e muito mais dinâmica – aprendemos a usar aparelhos que cabem na palma das nossas mãos com muito mais informações, certos brinquedos são substituídos pelos eletrônicos e por aí vai.
Em 2019, a Disney deu ao público um banquete de dramas antigos que eram animações para a versão live-action, o que chamamos de “realidade” nos cinemas. A bola da vez foi o incrível Rei Leão, cujo leãozinho Simba deverá lidar com a perda do seu pai Mufasa em um assassinato de seu próprio tio Scar. Brutal como o reino selvagem! Jon Favreau assumiu a cadeira da direção e conduziu um roteiro idêntico a obra original.
“O Rei Leão” é um clássico para muitos, mesmo que haja uma parcela que não curte tanto, todavia o filme conduz e remete a infância a muitos, sendo que a proposta da Disney é mesmo incentivar a nova geração a ter um pequeno vislumbre dos enredos da década de 90. Um fato interessante acerca da obra é que os personagens não são tão antropomórficos quanto na animação por causa das limitações; e claro, bem fiel ao “verdadeiro live-action”.
Diferente da animação, a ambientação do filme monstra uma savana arrasta e árida, o oposto de 94, cujo cenário é totalmente extravagante. Por outro lado, diálogos iguais (não que isso seja ruim!) e uma dublagem um pouco tanto duvidosa no quesito de se encaixar com os felinos. Vale mencionar todos os comportamentos e expressões incríveis dos quais são passados ao longo dos atos. Os planos de câmera também são sólidos e conseguem fazer a troca de filme e espectador, pois para fazer tal feito com animais é bastante complexo.
Rei Leão é um filme ótimo para dividir em partes, pois ele se distribui nitidamente em cada mudança de plano. O primeiro ato, o que chamamos de introdução, temos o nascimento do herdeiro, Simba, e a morte de Mufasa – que é muito bem construída e conexa; O segundo ato, desenvolvimento e pós ao falecimento do rei, o herdeiro ingênuo começa a se descobrir ao longo que é experimentado na pele a dor – vivendo é que se aprende; Por último, o desfecho final ou conclusão, cujo Simba adulto deverá resgatar o trono do antagonista cruel. Vale ressaltar o destaque da Nala nisto tudo e a harmonia de Timão e Pumba.
E as músicas? Todas marcantes e presentes. Não há tanta alteração quanto esperava. Acredito também que foi a ideia permanecer o mesmo e dar a ideia total de nostalgia. Não acho que a Disney queria fazer um “novo filme”. Ainda mais que capacidade tem, pois o diretor Jon Favreau é exímio no que faz.
Diante dos fatos supracitados, “O Rei Leão” foi feito para vermos os bichanos em “realidade”, seus comportamentos na incrível savana africana. Ambientação, músicas, pegada e tudo o que fez a incrível animação de 94 ser um sucesso estão presentes. Um filme para toda faixa etária se emocionar e torcer pelo leãozinho Simba.


