Precisamos falar sobre DARK…

A terceira temporada de Dark já está disponível na Netflix. São oito episódios com aproximadamente uma hora de duração em sua maioria, será que conseguiu fechar tudo o que ficou aberto nas outras temporadas?

“O começo é o fim, o fim é o começo”, a premissa da série desde a primeira temporada nos levou a pensar que o final seria justamente o início. Essa teoria foi adotada por muitos como o melhor fechamento para o ciclo, e não foi muito bem o que aconteceu. Finalmente a saga de Jonas e Martha foi encerrada, conseguiram acabar com o nó. Essa última temporada ficará marcada como a mais complexa de “Dark“, levando aos fãs a não conseguirem entender o desfecho.

Parecido com os filmes de Christopher Nolan, o último episódio basicamente é uma explicação de como tudo se resolveria. Claudia Tiedemann ficou responsável por ser a chave que abriria as nossas mentes para captar o final. Como Claudia descobriu sobre a terceira dimensão? Essa parte ficou um pouco em aberto para o espectador, ela simplesmente disse que deduziu que houvesse um terceiro mundo, onde o Tannhaus foi o responsável por começar o paradoxo tanto na Winden 1 quando na 2. Mas como ela soube disso? Implicitamente seria por conta da tríquetra, o que faz total sentido já que o número 3 está praticamente em tudo: 33 anos que o ciclo se renova, 3 formas de viajar no tempo, Eve-Adam-Infinito, as 3 fases da vida e outros. Porém, a descoberta de Claudia não convenceu. Por todas as teorias e comprovações ao longo das três temporadas, esse ponto acabou deixando a desejar, mas de forma alguma mancha a série. O final teve a pompa que sempre mereceu.

Como poderíamos imaginar que o simples relojoeiro, o que construiu a máquina tempo e fez o livro com a ajuda dos viajantes pudesse ser o gatilho? Olhando para as outras temporadas, vimos Tannhaus como apenas um coadjuvante, um importante personagem – mas não ao ponto de pensarmos que ele fosse a causa, muito menos que seu filho, que não havia sido mencionado até a metade da terceira temporada, teria sido o motivo de tudo o que aconteceu. Ou seja, o fim foi à lá “Dark”.

Plots em cima de plots, as emoções transbordavam em nossos rostos. Sim, foi mais que satisfatório. Temos certeza que “Dark” ficará marcada na história das melhores séries produzidas. Seu roteiro cheio de improbabilidades e seus atores escolhidos com perfeição. A Netflix sem dúvidas gostaria que houvesse mais temporadas, por conta do sucesso, todavia entendemos que o ciclo foi encerrado com louvor. Sentiremos falta de teorizarmos e de pausarmos o episódio para lembrar de algum acontecimento passado que está servindo de ponto principal. De qualquer forma, precisamos sempre falar sobre Dark, é infinito.

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