O Velho (ou quase) Logan

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Super-heróis estão em todo o lugar. Não, você não pode olhar para a sua janela e esperar que um deles passe voando por aí. Nem ir ao centro de sua cidade e esperar que aconteça uma luta épica entre um e seu arquirrival maligno. Mas ainda assim, eles estão por aí. Com filmes como Vingadores: Ultimato no primeiro lugar das maiores bilheterias do cinema (faturando quando US$ 3 bilhões pelo mundo) e jogos como “Marvel’s Avengers”, o próximo grande lançamento para consoles e PC, além dos incontáveis produtos relacionados (camisas, canecas, bonecos, enfim, tudo o que se possa por os olhos), é inegável a sua popularidade diante da mídia. Pessoas que nunca tinham tido nenhum tipo de contato com esse mundo anteriormente, agora são fãs assíduos dos heróis.

Mas não podemos esquecer onde tudo começou. Quadrinhos. Sim, aquelas pequenas revistas que começaram a se popularizar no fim da década de 1930. Elas são e continuam sendo a base e o reflexo de muitas coisas que estão na mídia hoje em dia.

Um dos grandes expoentes dos poderosos heróis das histórias em quadrinhos, são sem dúvidas, os X-men. Criados pelas lendas Stan Lee e Jack Kirby – também responsáveis pela criação do Hulk, Homem Aranha e do Quarteto Fantástico – como símbolos do combate ao preconceito e da segregação em meio ao pico das tensões raciais nos Estados Unidos durante a década de 1960, os X-men fizeram história abordando temas nunca antes discutidos em quadrinhos.

Um dos mais – ou o mais – famosos integrantes do grupo mutante, sem sombra de dúvida é o nosso eterno Wolverine. Logan, como também é conhecido, fez sua primeira aparição, não como membro da equipe mutante, mas como um adversário de Hulk em “The Incredible Hulk #181”. Depois disso, se tornou membro recorrente, não só nas histórias dos X-men, mas também nas de outros heróis da Marvel.

Poucos tiveram histórias tão marcante como nosso querido “Carcaju”. “Dias de um futuro esquecido” e a saga da “Fênix Negra” são alguns exemplos dos quadrinhos. Além de suas aparições de games e é claro, no cinema.

O filme “Logan”, lançado em 2017 – crítica do Cebola Verde logo no fim deste artigo – foi um grande sucesso, tanto crítico, quanto financeiramente. Mas o que muitos que viram o filme podem não saber, é sobre o material que o mesmo toma de inspiração.

Lançado em junho de 2008, “O Velho Logan”, é considerado uma das melhores e mais sombrias histórias, não só dos X-men, mas de toda a Marvel

Ambientada em um universo onde os heróis perderam a luta em uma grande batalha com os vilões, somos apresentados a um Wolverine – ou nesse caso, apenas Logan – que nunca vimos antes. Um pacifista. Isso mesmo, nessa história, Logan se recusa a usar suas garras e sua raiva animal como resposta – e como pergunta também. Passando por dificuldades financeiras e sendo ameaçado pela família de Hulk – que nessa versão é um vilão dos mais terríveis -, Logan se vê forçado a aceitar um serviço de transporte de mercadoria, oferecido por ninguém menos que o Gavião Arqueiro. Os dois embarcam juntos em uma jornada por um Estados Unidos totalmente devastado e controlado por vilões.

Como dito anteriormente, a história escrita por Mark Millar e ilustrada por Steve Mcniven é considerada uma das mais sombrias da Marvel. Uma história em que a maioria dos heróis se foi, e os que não, estão por aí escondidos ou presos. O leitor realmente consegue sentir o clima de derrota em cada página. O vácuo deixado pela ausência dos heróis é gritante. E, é claro, o medo e a sensação de imponência dos heróis.

Se você está em busca de uma história com os moldes diferentes dos que normalmente nos é apresentado – heróis vencem vilões –, aí está uma das melhores escolhas que pode fazer. Completamente surpreendente e de tirar o fôlego, O Velho Logan possui um merecido lugar no hall da fama de muitos fãs dos quadrinhos e, sem dúvida, merece uma conferida.

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