BEL, Mari Romano, Larissa Conforto e Mahmundi se unem no single “Banquete Fake”

A faixa integra a Coletânea SÊLA, álbum que coloca as produtoras musicais em destaque.

Uma sonoridade indie, disco e lo-fi embala “Banquete Fake”, canção que une a cantora, compositora e multi instrumentista BEL à produtora Rafael Prestes, já disponível nos principais serviços de streaming de música. Somando as convidadas Mahmundi (guitarra), Larissa Conforto (bateria) e Mari Romano (baixo e composição), a faixa integra a Coletânea SÊLA, álbum que reunirá faixas protagonizadas por mulheres produtoras musicais.

Ouça “Banquete Fake”: http://smarturl.it/BanqueteFake

A canção é o quinto single de uma série de lançamentos semanais promovidos pela SÊLA, coletivo que coloca a produção musical feminina em primeiro plano. O projeto, lançado na SIM SP, dará forma a um álbum com 17 faixas que visa a estimular e legitimar a atuação feminina em uma profissão onde ainda não possuem oportunidades igualitárias. O objetivo é trazer à tona as assinaturas sonoras que elas têm deixado nos fonogramas brasileiros e mapear a atuação dessas profissionais, criando pontes e promovendo colaborações inéditas.

“É um projeto histórico, um trabalho de pesquisa mesmo, um levantamento necessário das mulheres produtoras musicais do Brasil. Essa é uma função muito dominada pelos homens, então é de uma importância ímpar. Várias vezes fiquei me perguntando onde as mulheres produtoras musicais estavam, já me coloquei num lugar de pesquisar esses nomes no desejo de produzir parcerias. E é difícil de achar – não porque elas não existam, mas sim porque não têm acesso aos lugares de visibilidade, que são dominados por figuras masculinas e que sempre foram favorecidas pelo mercado musical. Essa coletânea chega como um dossiê, endossando uma rede de trabalhadoras da música, de fazedoras de cultura, que quer se conhecer, que quer se fazer existente e presente na cena. A gente entende que tem que criar essas estruturas, que não estão aí à nossa disposição. Temos de criar os nossos espaços seguros, simbólicos, acolhedores, formados por essa rede que esse projeto ajuda a fomentar”, avalia BEL.

A artista se destaca com seu projeto solo desde 2017, após lançar o álbum “Quando Brinca” pela Sagitta Records. Ele somou a uma vivência que passou por grupos como Mohandas e Xanaxou – esse último lhe apresentou a três das quatro mulheres que deixaram sua marca em “Banquete Fake”. Foi na banda feminista que BEL conheceu a produtora Rafaela Prestes, Mari Romano – com quem finalizou a letra e parte da melodia – e Larissa Conforto.

A própria música já nasceu da não conformidade. Fugindo ao lugar comum das canções românticas sobre casais, a letra se inspira em um relacionamento a três vivido por BEL. Ela explora a dualidade entre a fartura de amores – o banquete, o deleite – e o outro lado de se viver uma relação que, como outra qualquer, traz seus desafios. Para dar forma a essa visão múltipla, a produtora Rafaela Prestes trouxe referências em sintonia com o trabalho de BEL: vertentes do indie se misturam a uma inspiração disco, deixando a faixa o mesmo tempo moderna e retrô, dançante e reflexiva.

“Foi muito fácil encontrar o caminho pra essa canção, assim que a BEL tocou no violão já conseguia ouvir ela meio disco/indie que já é uma onda que a BEL curte. Quis explorar uma timbragem mais lo-fi pra voz dela e experimentar algo diferente do que ela vem fazendo nos shows e no primeiro disco, pra que virasse algo marcado desse encontro que a SÊLA nos proporcionou. Gravamos a base já passando tudo pro Pro Tools (bateria e baixo), com Larissa Conforto e Mari Romano no estúdio Lab Sônica, e depois convidei a Mahmundi pra vir em meu estúdio gravar as guitarras, onde também gravei os teclados e sintetizadores”, lembra Prestes.

Para compor a Coletânea SÊLA, produtoras musicais de diferentes estilos gravaram, arranjaram e mixaram outras artistas em seus próprios estúdios ou em parceiros, como o Labsônica, no Rio de Janeiro (RJ); o estúdio dos selos Freak e Hérnia de Discos, em São Paulo (SP); e o Estúdio Colina em Curitiba (PR). Participaram da primeira temporada nomes como Mônica Agena, Naná Rizinni & Joana Cid, Anna Tréa, Theodora Charbel, Desirée Marantes, Bárbara Eugênia, Mariá Portugal, Luana Hansen, Papisa, Natalia Carrera, Alejandra Luciani, Malka, Helena Duarte, Erica Silva, Sara Não Tem Nome e Leto. A curadoria desse projeto é assinada por Camila Garófalo, idealizadora da SÊLA, e Larissa Conforto, instrumentista e produtora musical. A produção foi feita por Helena Lacerda, com arte de Fernanda Martinez e distribuição por Ana Larousse.

A SÊLA é uma aliança entre mulheres da música que promove eventos, cria conteúdo e pulveriza o trabalho de artistas através de estratégias inéditas de comunicação. Em breve, novos lançamentos serão anunciados no site http://mulhernamusica.com.br

Volney Tolentino

Jovem dinâmico, que detém o poder central dos Cebolas Verdes; Um clã no interior (sigilo) da imensa África Subsaariana. Sua missão é fazer o bem como designer, crítico de cinema, professor de inglês e amante esportivo.

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