335 critica a violência policial em intenso clipe e single

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“Cabo Figueiredo” marca o início de uma nova fase da banda.

Após explorar as angústias internas em seu EP de estreia “O Meu Sonho Eu Não Controlo”, a banda 335 explode em uma crítica social poderosa no single “Cabo Figueiredo”. Tratando da crescente violência policial e da aparente normalidade com que as pessoas encaram a situação, a faixa chega a todas as plataformas de música digital e ganha um clipe.

Ouça “Cabo Figueiredo”: http://smarturl.it/CaboFigueiredo335

Na canção, o narrador só se comove com a violência quando chega próximo a ele, atingindo alguém que conhece. “A música representa um olhar, muitas vezes hegemônico, brasileiro para com os inúmeros casos de assassinatos policiais. A ‘grande ironia’ da música vem por conta de uma verbalização de um sentimento tão comungado e cínico. Pois ao mesmo tempo que se percebe o cinismo desse sofrimento histérico e egocêntrico para com a morte do outro, se percebe também que existem lugares onde se pode matar sem consequências”, reflete o vocalista Lucas Rangel.

Com o amadurecimento e a experiência adquirida ao vivo desde o início da banda, Rangel (voz), Lucas Vale (guitarra), Davi Vale (baixo) e Daniel Vale (bateria) começaram a compor suas faixas autorais. Esse caminho de experimentos ganhou corpo no EP “O Meu Sonho Eu Não Controlo” e nessa nova faixa. Após o trabalho de estreia, a 335 lançou também vídeos e singles acústicos para as canções “Alice” e “Meu sonho eu não controlo”.

Assista a “Meu Sonho Eu Não Controlo” (acústico): http://bit.ly/MeuSonhoAcustico

Já para o vídeo de “Cabo Figueiredo”, a banda buscou trazer uma mistura da energia apresentada nos palcos com uma força caótica que circula no clipe. A concepção do roteiro é de Rodrigo Moura Oliveira e Rodrigo Castaños.

“O clipe foi uma tradução não só da letra, mas da energia que a música trazia para a gente. Cabo Figueiredo traz uma força que, para uma explicação rápida, poderia ser traduzida em indignação, porém não se trata só de indignação, a música não busca um inimigo, um adversário, alguém a quem possamos estabelecer nosso ódio e nos indignarmos. Quando a música coloca o policial que mata, na verdade ela está colocando um representante de nós e não um inimigo malvado. Ela está dizendo que quem está matando somos nós, representados por um policial”, explica Lucas Rangel.

Já disponível em todas as plataformas de música digital, o single teve mixagem, produção musical e masterização de Jorge Guerreiro.

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