Viva – A Vida é uma Festa | Crítica

Análise sobre o filme Viva – A Vida é uma Festa da Walt Disney Pixar, aqui no site Cebola Verde. Confira a ficha técnica da trama cinematográfica:

Nome: Viva – A Vida é uma Festa (Coco)

Estreia: 04 de janeiro de 2018 (Brasil) – 1h 45min

Direção: Lee Unkrich e Adrian Molina

Dubladores: Anthony Gonzalez (VIII), Benjamin Bratt, Gael García Bernal, Edward James Olmos, Alanna Ubach, Jaime Camil, Luis Valdez e Selene Luna

Distribuidora: Disney/Buena Vista


A Disney é excepcional em suas animações, podemos ver isto novamente em Coco, ou melhor, Viva – A Vida é uma Festa. Lee Unkrich trouxe um tema bastante polêmico para as pequenas crianças, que nunca tinha sido abordada desse modo, já que a morte é algo que sempre tentamos excluir em animações infantis. Carregando esse fardo, porém, não tão pesado, o filme também traz uma pureza e a ideia de que a família é a base de tudo, mesmo você não aceitando suas convicções.

A trama se baseia na vida sem música de Miguel (Anthony Gonzalez), onde terá que lidar com o preconceito da família pela canção. Infelizmente, as barreiras propostas pela família não o impede de seguir seu sonho e batalhar pela música. No meio de toda essa confusão, estamos lidando com a morte o tempo todo, onde 85% do filme é em outro plano espiritual, devido as comemorações do “Dia de los Muertos“, no México. Sendo assim, Miguel Rivera é o primeiro protagonista de pele morena de um filme animado da Pixar. E que também se passa totalmente fora do centrismo norte-americano.

Viva não chega ser uma obra altamente inovadora, já que se baseia em outras obras sobre esse tema tão “polêmico”. Entretanto, traz consigo um aprimoramento da fórmula Pixar e que questões sociais, raciais e econômicas entram em jogo. Vale para as crianças que ainda não entendem tais situações e os adultos que entendem, como também se emocionar. E, claro, estamos em um período muito marcado pelas declarações agressivas do maior presidente do mundo em questão de poder e influência, então deixe esses preconceitos de lado.

É irônico falar da computação gráfica e edição de uma animação Pixar, com certeza não tem o que reclamar, só elogiar. Mais uma vez os super-computadores de Emeryville, Califórnia, fizeram a excelência. Todos os detalhes étnicos são entregues e que passa a confiança de que estamos no México. Ainda, vemos uma nova dimensão no outro plano espiritual com os esqueletos muito bem reproduzidos de modo caricato. Tanto quanto a beleza dos guias espirituais (os animaizinhos coloridos) e Dante, o vira-lata. A dublagem também é muito bem encaixa e de acordo com os estereótipos dos personagens. Não há o que reclamar nesse quesito de hipótese alguma! Sem falar numa trilha sonora incrível (escute a música “Remeber Me” acima), tendo indicação no Globo de Ouro.

Diante dos fatos supracitados, Viva – A Vida é uma Festa é um filme referencial para questões familiares, fraternidade, companheirismo e acima de tudo, viver a vida. Mesmo que haja um outro lado, vivencie e aproveite do melhor jeito. Claro, fazendo tudo de maneira correta! É emocionante do início ao fim, merece ser visto e revisto. Um roteiro agradável/simples que nas mãos do diretor Lee Unkrich e o escritor Adrian Molina conseguiram fazer algo esplendoroso. Há referências de filmes Pixar, tente encontrar no meio dessa confusão toda, e VIVA!

 

Notas
  • Direção
  • Edição
  • CGI
  • Roteiro
  • Trilha Sonora
4.5

Sinopse

Miguel é um menino de 12 anos que quer muito ser um músico famoso, mas ele precisa lidar com sua família que desaprova seu sonho. Determinado a virar o jogo, ele acaba desencadeando uma série de eventos ligados a um mistério de 100 anos. A aventura, com inspiração no feriado mexicano do Dia dos Mortos, acaba gerando uma extraordinária reunião familiar.

Volney Tolentino

Jovem dinâmico, que detém o poder central dos Cebolas Verdes; Um clã no interior (sigilo) da imensa África Subsaariana. Sua missão é fazer o bem como designer, crítico de cinema, professor de inglês e amante esportivo.

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