Tomb Raider – A Origem | Crítica

Análise sobre o filme Tomb Raider – A Origem da Warner Bros. Pictures e Metro-Goldwyn-Mayer Pictures (convite da Warner Bros. Pictures Brasil), aqui no site Cebola Verde. Confira a ficha técnica da trama cinematográfica:

Nome: Tomb Raider – A Origem (Tomb Raider)

Estreia: 15 de março de 2018 (Brasil) – 1h 58min

Direção: Roar Uthaug

Elenco: Alicia Vikander, Dominic West, Walton Goggins, Daniel Wu, Kristin Scott Thomas, Hannah John-Kamen, Derek Jacobi, Josef Altin

Distribuidora: Warner Bros.


Um novo reboot chegou às telonas, dessa vez, Tomb Raider, um clássico jogo dos anos 90. O filme tem a premissa baseada no game de Tomb Raider de 2013. Vale ressaltar que o primeiro filme nos cinemas (2001) teve como protagonista a grandiosa Angelina Jolie. Por outro lado, desde o lançamento do primeiro Tomb Raider, em 1996, as séries tiveram um grande lucro e Lara transformou-se num dos principais ícones da indústria de vídeo games. O Guiness Book reconheceu Lara Croft como “a Melhor Aventureira Heroína do Mundo de vídeo game mais bem sucedida” em 2006.

Tomb Raider – A Origem será um filme que culminará opiniões bastante divergentes, pois a direção de Roar Uthaug consegue acertar alguns em determinados locais e para outros, não chega nem perto disso. É melhor que os primeiros filmes, distribuídos pela Paramount Pictures em 2001 e 2003, mas não conclui algo grandioso ou inovativo. Sua base vem por si só, um Indiana Jones com Rambo 2. Outro problema fatídico foi incluir flashbacks que pouco fizeram efeitos. Agora, para os amantes do jogo, com certeza irão adorar o que é proposto; Lara ainda é uma menina ingênua com uma herança extraordinária, porém ,quer fazer o certo pelo certo e conquistar os seus objetivos. Entretanto, sua vida muda ao saber o passado de seu pai.

A direção e roteiro estão andando completamente juntos nesse filme, pois como foi citado que sua base teve o jogo de 2013, o diretor não deixou faltar fatos importantes do game, ou melhor, conseguiu aprimorar alguns aspectos cruciais, já que nos antigos há muita coisa mística exagerada. Não será um filme que ficará para sempre na boca do público, marcado para as gerações futuras, porém, o filme entrará com certeza na lista da Sessão da Tarde. Ou seja, um roteiro divertido que possui seus momentos de tensão em certas ocasiões. Nada de extravagante, mas isso funciona. Vale frisar as características marcantes dos jogos, Lara correndo, cenas padronizadas como cutscenes, os puzzles que a protagonista tem que fazer ao longo do game, tudo isso está incluído.

Infelizmente, o desconforto visual em algumas cenas é saliente. Certos takes hão de ter inúmeros cortes que acabam incomodando bastante. Claro, a parte da pós-produção teve que trabalhar muito para chegar em um resultado final bom, já que a ação é muito presente no filme e inclui uma paleta de cores rústica, pastel, acinzentada. As coreografias são boas e trabalhosas, mas pecam no corte exagerado. Ou até mesmo em locais super perigosos com efeitos que nem sempre convencem, mas a ideia é vendida. Outrossim, terá que aceitar tais situações ao longo da trama. Como esperado, a trilha sonora é no estilo épico, devido aos momentos de tensão e funcionam; há momentos do estilo pop e só. Mais uma vez, nada marcante.

As atuações no geral são normais, nada que fosse apontado como algum erro ou alguma falha mirabolante. Destaque total para a nossa protagonista, Alicia Vikander fazendo o essencial e expressões bem programadas ao longo da trama. Convence, mas não abusa.

Diante dos fatos supracitados, Tomb Raider – A Origem é mais um filme baseado em games e reboot, que contém seus pontos positivos e outros negativos, que talvez se sobressaiam mais que os afirmativos. Transparece aventura e diversão em várias ocasiões, de modo sucinto. Entretanto, peca em erros comuns de filmes inspirados em jogos. Até é normal, já que vão trabalhar nisso até achar o “estado perfeito”. Possivelmente haverá uma continuação, mostra-se isso no final do filme, e um enredo mais trabalhado – já que houve a evolução da Lara Croft.

Volney Tolentino

Jovem dinâmico, que detém o poder central dos Cebolas Verdes; Um clã no interior (sigilo) da imensa África Subsaariana. Sua missão é fazer o bem como designer, crítico de cinema, professor de inglês e amante esportivo.

Estamos ao vivo!
CURRENTLY OFFLINE