Homem-Aranha: Longe de Casa | Crítica

Análise sobre o filme “Homem-Aranha: Longe de Casa”, da Sony Pictures, o segundo do amigão da vizinhança, aqui no site Cebola Verde. Confira a ficha técnica da trama cinematográfica:

Nome: Homem-Aranha: Longe de Casa (Spider-Man: Far From Home)

Estreia: 04 de julho de 2019 (Brasil) – 2h 09min

Direção: Jon Watts

Elenco: Tom Holland, Samuel L. Jackson, Jake Gyllenhaal, Zendaya, Jon Favreau, Marisa Tomei, Jacob Batalon, Cobie Smulders

Distribuidora: Sony Pictures


Depois dos acontecimentos de “Vingadores: Ultimato” (2019), inúmeros questionamentos ficaram nas cabeças dos fãs do MCU. De fato, o maior acontecimento das telonas tinha acabado de ser entregue aos apaixonados pela Marvel depois de anos de espera. Agora, o pontapé inicial da nova era da Marvel começou. Seu criador veio a falecer, seus personagens icônicos dos cinemas também e dentre outros turbilhões de emoções aconteceram. O que esperar desta nova fase? Dá para ser igual ou melhor? O bastão de protagonismo para Tom Holland é correto?

Jon Watts retorna ao segundo filme do aracnídeo como diretor e tem o privilégio de tocar a nova banda. E diga-se de passagem, conseguiu com êxito! Logo nos primeiros minutos do filme, temos a resposta de forma bem cômica para os acontecimentos de “Ultimato“; vale ressaltar do acréscimo do termo “blip” para indicar o sumiço quando o Thanos (Josh Brolin) estalou os dedos. Enfim, Sr. Watts foi sucinto em apresentar um Aranha muito mais desligado de tudo o que ele representa. A morte do Homem de Ferro não só causo pane no mundo por completo, mas obviamente para uma pessoa super ligada a ele como Peter Parker. Não quer dizer que este novo Homem-Aranha seja aquém dos quadrinhos ou fraco. É apenas um garoto adolescente em fase de crescimento, com inúmeras responsabilidades, dúvidas e questionamentos acontecendo tudo ao mesmo tempo. A narrativa segue nesse intuito e há um crescimento gradativo do herói.

A trama é bem parecido com uma comédia romântica adolescente e não quer dizer que isso seja ruim, pelo contrário, faz muito sentindo ao longo da história. Jon faz o espectador se emocionar e participar das galhofas de Parker (lembre-se, ele é um adolescente). Isso também funciona por ter o forte carisma de Tom Holland. O ator foi escolhido de forma certeira para o papel. Não há o que contestar e isso “Longe de Casa” é a batida do martelo. Então, se é uma comédia romântica, obviamente as anedotas devem funcionar… e sim, funciona! O filme faz você rir do início ao fim. É claro que nem sempre uma piada irá corresponder o receptor. E o romance de Peter com MJ? Também! Não é algo maçante ou enjoativo. Ele está ali e te faz querer que ambos fiquem juntos. Zendaya consegue reproduzir uma MJ sombria, mas que tem seus próprios medos e insegurança. E vale destacar os personagens secundários que todos são interessantes no drama.

“Longe de Casa” consegue sim superar o primeiro filme em diversos fatores: envolvimento com o espectador, uma comédia bem trabalhada, diálogos efetivos, romance bobo de adolescente animador e muito mais. A premissa que o Sr. Watts fez do vilão em “De Volta ao Lar” (2017) chega a ser parecido. A devoção de Mysterio é quase do mesmo modo do Abutre, ou seja, ambos foram renegados pelos atos do Tony Stark (Robert Downey Jr.). A química entre Jake Gyllenhaal com Tom Holland é muito boa; mais um vez entre o herói e vilão.

Na parte técnica, os efeitos especiais foram consideravelmente melhorados. A performance do CGI do Aranha em ação foi melhorado, mas às vezes ainda parece um bonecão. Agora o que irei dizer é questão de gosto: o Cabeça de Teia irá utilizar menos tecnologia do uniforme, isso pode ser bom para alguns ou ruim para outros (eu, quem vos fala, prefiro sem muita tecnologia, então achei interessante). A trilha sonora mais uma vez retorna pop e se encaixa direitinho em cada momento de ação ou sátira. Já a ambientação é espetacular! A cada local visitado, a equipe responsável deu um show de jogo de câmera e imagens. Mesmo que tenha se limitado ao tom pastel europeu; haviam contrastes incríveis.

Diante dos fatos supracitados, “Homem-Aranha: Longe de Casa” é um ótimo pontapé inicial e traz uma aventura super engraçada e desafiadora para Peter Parker. Mesmo com o intuito de descansar, um Nick Fury (Samuel L. Jackson) desorientado, com tudo o que passara ao longo desses últimos meses, dá uma nova missão a ele e Mysterio. Todas as cenas de ilusão de Mysterio são boas, fazendo jus aos quadrinhos. Aliás, o filme por completo tem um gosto de quadrinhos, até mesmo nos diálogos entre os personagens. É de fato algo bastante animador e super heroico. Lembre-se, as duas cenas pós-créditos abrem o novo leque do MCU – como sempre, super importante para os próximos filmes da Marvel.

Notas
  • Atuação
  • Direção
  • Edição
  • Efeitos Especiais
  • Roteiro
  • Trilha Sonora
4.3

Sinopse

Peter Parker (Tom Holland) está em uma viagem de duas semanas pela Europa, ao lado de seus amigos de colégio, quando é surpreendido pela visita de Nick Fury (Samuel L. Jackson). Precisando de ajuda para enfrentar monstros nomeados como Elementais, Fury o convoca para lutar ao lado de Mysterio (Jake Gyllenhaal), um novo herói que afirma ter vindo de uma Terra paralela. Além da nova ameaça, Peter precisa lidar com a lacuna deixada por Tony Stark, que deixou para si seu óculos pessoal, com acesso a um sistema de inteligência artificial associado à Stark Industries.

Volney Tolentino

Jovem dinâmico, que detém o poder central dos Cebolas Verdes; Um clã no interior (sigilo) da imensa África Subsaariana. Sua missão é fazer o bem como designer, crítico de cinema, professor de inglês e amante esportivo.

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