Phoebe (Mckenna Grace) and Podcast (Logan Kim, left) fire a proton pack for the first time in Columbia Pictures' GHOSTBUSTERS: AFTERLIFE.

Ghostbusters – Mais Além | Crítica

Nostálgico e emocionante

Última atualização:

Análise sobre o filme “Ghostbusters – Mais Além”, da Sony Pictures (a convite da Sony Pictures BR) aqui no site Cebola Verde. Confira a ficha técnica da trama:

Nome: Ghostbusters – Mais Além (Ghostbusters: Afterlife)

Estreia: 18 de novembro de 2021 – 2h 04min

Direção: Jason Reitman

Elenco: Carrie Coon, Finn Wolfhard, Mckenna Gracem, Paul Rudd

Distribuidora: Sony Pictures

Gênero:  Aventura, Ação, Comédia


Confesso que depois da repercussão do reboot feito em 2016 com uma equipe feminina, que chegou a bater recorde de dislikes no primeiro trailer, eu não esperava que a franquia fosse revisitada tão cedo. Fiquei surpreso ao ver essa nova tentativa de captar um público mais jovem, é evidente que a franquia não tem o mesmo apelo nos dias de hoje, e embora eu não tenha achado o filme de 2016 de todo ruim ele também não foi capaz de capturar as novas gerações. A solução encontrada por Ghostbusters- Mais Além foi simples: trazer novos rostos conhecidos do público ao mesmo tempo que dá continuidade aos acontecimentos dos filmes clássicos. O que parecia uma tarefa muito delicada, mas que o filme acaba por acertar ao agradar suficientemente todas as faixas etárias com seus devidos apelos.

Essa nova trama é centrada, principalmente em Phoebe, interpretada por McKenna Grace (Annabelle 3), uma menina socialmente desajustada que se muda para uma cidade no interior com sua mãe Callie, interpretada por Carrie Coon (The Leftovers), e seu irmão Trevor, interpretado por Finn Wolfhard (Stranger Things), quando a família descobre o falecimento do pai de Callie, que embora fosse ausente deixa uma herança para a filha, que passa por dificuldades financeiras. Aos poucos, Phoebe nota tremores e outros fenômenos sobrenaturais em Summerville, e ao notar que o avô não deixou somente a casa para a família, mas diversos instrumentos e instruções que a faz investigar a origem dos fenômenos, o passado de seu avô e sua ligação com a pacata cidade de Summerville.

A sinopse desse filme pode ser contada por várias perspectivas, mas escolhi representar assim pois acho mais honesta com a proposta do filme. O maior acerto dele é não replicar a fórmula do filme original, assim como o reboot de 2016 fez, então ele se foca em dar uma nova estrutura para essa narrativa. Nem sempre é totalmente assertiva, mas me deixou a boa impressão de que eu não estava vendo o mesmo filme de novo. Minha relação com a franquia nunca foi de grande apreço, eu gosto do filme original e até do reboot, mas para alguém que nasceu a mais de 15 anos após o lançamento do primeiro filme, a estrutura já parecia datada na minha percepção.  Dessa forma, o novo longa parece entender isso, e embora não seja inovador ele pega referências mais atuais, que também foram inspiradas pelo Caça-Fantasmas original como Stranger Things.

O filme, estrategicamente, tenta se vender com grandes nomes no elenco, como Paul Rudd (Homem-Formiga) e o próprio Finn Wolfhard. Porém o que surpreende é que não é nisso que a narrativa se sustenta, e escolhe cirurgicamente deixar todo o destaque na mão de McKenna Grace, a grande estrela desse filme. Não só o roteiro faz a personagem de McKenna sobressair, mas o carisma e a entrega da atriz fazem com que o filme seja dela, mesmo quando temos grandes participações ilustres. Mesmo assim, o filme encontra um espaço para todos os personagens contribuírem com um aspecto da trama, que embora seja simples, serve como estopim para essa passagem de bastão.

Engenhosamente o filme separa os núcleos por faixa-etária, assim como em Stranger Things. O núcleo infantil é o que mais brilha, tanto com Phoebe, que é a personagem mais inteligente, mas também com Podcast (Logan Kim), que serve de alívio cômico. Já o núcleo adolescente tem como função encontrar fenômenos e artefatos importantes enquanto o núcleo adulto serve como ponte entre os personagens, seja para trazer a carga dramática ou unir os demais núcleos.

Não se engane, pois o filme ainda traz muitos easter-eggs para os fãs dos filmes mais clássicos. Seja com fantasmas já conhecidos, personagens que retornam ou até mesmo no tom descontraído perante aos perigos eminentes.

Ghostbusters – Mais Além é uma grata surpresa que equilibra bem as diferentes gerações de espectadores, mesmo com uma trama não muito original consegue empolgar e emocionar nessa nova aventura com personagens carismáticos e um legado metalinguístico.

Ghostbusters - Mais Além
Sinopse
Em Ghostbusters: Mais Além, quando uma mãe solteira e seus filhos se mudam para uma pequena cidade, eles começam a descobrir sua conexão com os caça fantasmas originais e o legado secreto que seu avô deixou para trás. O filme foi escrito por Jason Reitman & Gil Kenan.
3.5
Notas
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