A Babá: Rainha da Morte é bom e diverte

A Babá é uma versão trash de slashers oitentistas e não se leva a sério…

A Babá 2: Rainha do Inferno continua os eventos do filme anterior, com os mesmos personagens, mas 2 anos mais velhos. Cole tenta lidar com os traumas do primeiro filme, tomando remédios e indo ao psiquiatra, além de ser julgado por todos fora os problemas que o Ensino Médio traz a um adolescente por si só, adicione o fato da cidade toda o achar maluco e temos um protagonista de um filme de terror.

Tudo parecia que ia piorar, mas Melanie (Emily Alyn Lind) quis tirar o Cole (Judah Lewis) para um fim de semana no Lago com alguns amigos e o chamou para relaxar. Mas, que tem o primeiro plot twist e depois mais plot twists e revelações chocantes. O filme todo é uma grande sátira, se no primeiro filme era engraçado, o segundo abusa de clichês cristalizados em slashers antigos, além de fazer referências à cultura pop atual e ao escritor e diretor Jordan Peele. Visualmente, o filme atrai bastante por dar um ar fresh e atualizado ao terror trash visto em “Todo Mundo em Pânico” e “Evil Dead”, há esquetes pontuais que funcionam naquele universo e mortes hilárias e bem viscerais. Um ponto positivo foi o uso de efeitos práticos nas mortes dos assassinos, alheio ao bom uso de CGI, tornam as mortes bem sangrentas e reais de certa forma.

A Babá deve virar uma trilogia, fechando o arco de Cole e seu amadurecimento como pessoa. Por enquanto, o terceiro filme não tem uma possível história e na minha opinião é ok, não ter um terceiro filme, acho que a história do protagonista foi fechada, abrindo portas para uma nova ou um novo protagonista ou um novo culto ou o mesmo culto com um novo objetivo. Um ponto, que eu não vi em nenhum outro slasher, é a motivação. Recentemente vi “Halloween” de 2018, no filme Michael Meyers simplesmente só quer finalizar seu trabalho do primeiro filme, mas isso deve a um conhecimento prévio, em A Babá 2, isso nem é necessário, você pode assistir o segundo filme e saber muito mais do que sabíamos no primeiro, com “momentos de foco” dos vilões, de forma cômica.

Alguns críticos, estão detonando o filme dizendo que não era necessário ter uma continuação de filme tão bom, caindo no conceito deles. Mas, gente, convenhamos, é um filme trash; filmes trashs não se levam a sério. Você deveria então levar a sério um filme de gênero trash?

Pôster

Trailer

A Babá: Rainha do Inferno
Sinopse
Cole (Judah Lewis), após os eventos do primeiro filme tenta seguir com sua adolescência caótica, mas quando ele pensou que poia ficar em paz, o Culto da Babá retorna atrás de vingança.
Atuação
Direção
Efeitos Especiais
Edição
Fotografia
Roteiro
Trilha Sonora
3.6
Notas
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