O Justiceiro | Crítica

Análise sobre a primeira temporada do seriado O Justiceiro da Marvel Television (The Walt Disney Company), aqui no site Cebola Verde. Confira a ficha técnica do show:

Nome: O Justiceiro (The Punisher)

Estreia: 17 de novembro de 2017 – 52 minutos, em média

Direção: Steve Lightfoot

Elenco: Jon Bernthal, Deborah Ann Woll, Ben Barnes, Ebon Moss-Bachrach, Amber Rose Revah, Daniel Webber, Jason R. Moore, Paul Schulze, Jaime Ray Newman e Michael Nathanson

Distribuidora: Netflix


O terrível fuzileiro Frank Castle (Jon Bernthal) ganha sua própria série após uma espetacular aparição na segunda temporada de Demolidor. O humano bruto não faz feio em seu show e torna a nossa experiência muito mais sangrenta do que o normal. Já que as primeiras séries do universo Marvel na Netflix – Jessica Jones, Luke Cage e Iron Fist – não bebem tanto dessa fonte. Então, Steve Lightfoot aproveitou a ascensão de Castle e trouxe uma série adulta para os fãs!

O Justiceiro não é um flashback do passado de Frank Castle, pelo contrário, ele brinca muito bem com isso, para um presente ameaçador, e suas consequências pós-acontecimentos na série do Matt Murdock. Será que é correto matar uma pessoa por vingança e não usar a justiça? E o que fazer se a justiça é injusta, ou até mesmo falha? Ser liberal ou conservador? São questionamentos super reflexíveis que vemos na série a todo momento, e estão presentes em nosso dia a dia na sociedade. E claro, no início da trama, vemos a todo momento a sede de vingança de Castle pela sua família, através de vultos/flashbacks curtos, e encontrar o culpado disso tudo.

No geral, o conteúdo é entregue de modo simples para o telespectador, o que agrada. Foi feito um roteiro objetivo e claro no quesito trama, porém arrastado no quesito episódios, pois facilmente a série poderia ter apenas 8 ou 9 episódios que daria para suprir bem. Como é uma série original Netflix Marvel, ainda tem essa mentalidade de ter 13 episódios que muita das vezes pode atrapalhar mais do que ajudar no entendimento da trama. Fora isso, é conduzido de modo linear, como a edição e seus efeitos especiais (sangue, tiroteio, explosões) muito bem reproduzidos; sim, dá a sensação de fazer parte daquilo que está acontecendo na cena. O que deveria ser feito em todas as séries.

Acompanhados de uma trilha sonora boa, sem grandes destaques (não me vem a cabeça nenhum), as atuações foram excelentes e dava gosto de ver. Começar pelo grande ator que é o Jon Bernthal, faz completamente um fanfarrão maluco que sabe o que quer, é o Frank Castle em pessoa! As expressões faciais desse cara fazem qualquer um acreditar no que ele está sentindo. A Debora Ann Woll também participa do show como Karen Page, estrela em Demolidor, e é segura no que faz. Ben Barnes também é um ator respeitado, faz o amigo de pelotão do Castle, Billy Russo, um rapaz que podemos esperar de tudo. Ao todo, são atuações sólidas e comprometidas. O que vemos bastante nas séries da Marvel.

Diante dos fatos supracitados, O Justiceiro é uma boa série para quem não liga para sangue espirrando para lá e para cá, xingamentos, brutalidade e, claro, para quem curte uma boa história de quadrinho. Infelizmente temos atos completamente distintos, o episódio prólogo é bem desafiador, um desenvolvimento lento, porém, um desfecho incrível, o que valerá muito a pena ter esperado! Teremos uma segunda temporada!

 

Volney Tolentino

Designer Gráfico, Editor, Técnico de Mecânica Industrial, Nerd, Geek, Hipster Incubado, Fundador da Wing_Storm Entertainment, Protestante, Torcedor do New England Patriots, Los Angeles Lakers e Clube de Regatas do Flamengo e Dono na Thyskens Productions.

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