Luke Cage | Crítica

Análise da primeira temporada de Marvel’s Luke Cage. Confira a ficha técnica da série:

Nome do Seriado: Luke Cage

Estreia: 30 de setembro de 2016

Criação: Cheo Hodari Colter

Elenco: Mike Colter, Mahershala Ali, Simone Missick, Theo Rossi, Frank Whaley, Rosario Dawson, Alfre Woodard, Frankie Faison, Jaiden Kaine

Distribuidora: Netflix


De modo ousado e cheia de reviravoltas, a história de Luke Cage é apresentada no universo Marvel. Um pouco diferente dos quadrinhos, a trama consegue ter coesão, mas peca na falta de arroz com feijão no enredo.

As expectativas para Luke Cage eram altas, já que o personagem foi introduzido em Jessica Jones. Agora vemos a realidade de Cage (Mike Colter) e suas emoções. O quão devoto ele é em querer fazer o bem e não pretender em ser um herói. Divergente dos quadrinhos que Luke Cage é um cara mercenário e tudo que importa são as verdinhas. Tanto os amigos e seus inimigos são postos de um modo aprazível. Aqueles que não conhecem o personagem, pode ter certeza que isso não será um problema! Não esquecendo da trilha sonora que foi dita inúmeras vezes, deu para a série dimensão maior.

Marvel's Luke Cage
Marvel’s Luke Cage

A transformação de Carl Lucas, filho de um Reverendo, para Luke Cage é demonstrada sutilmente em um momento propício a isto, sem ser indelicado. Porém como foi dito antes, é distinto dos quadrinhos. Vale ressaltar como a Marvel traz um ar de realidade em suas séries pela streaming Netflix. Obviamente, é estranho articular na ‘vida real’ que um ser humano tem uma pele impenetrável, onde balas são ricocheteadas e facas não o ferem. A questão é, Luke Cage se adapta aos tempos modernos e casual, deixando de ser muito fantasioso (em alguns aspectos isso faz falta!), como nos quadrinhos.

Alguns personagens são bem desenvolvidos e outros descartados. O vilão inicial Cornell Stoke (Mahershala Ali) ou Boca de Algodão foi mal aproveitado, faltou algo mais maquiavélico. Até porque o personagem teve ótimos monólogos. A série teve faltas reviravoltas e isso a deixou mais emocionante.

Marvel's Luke Cage
Marvel’s Luke Cage

Quando o diretor tem um protagonista super humano e os antagonistas “normais”, o que fazer? O enredo não conseguiu deixar isso de modo mais eficaz. As cenas de lutas em si foram poucas, por este fator: Humanos versus Super Humano. Não espere muito sobre isso e lembre que é algo realista, são 13 episódios e nem todos terão ação. Agora no quesito comunicação, conseguiu conciliar tudo e de modo brilhante. Usara também frases de efeito muito bem encaixadas. O retorno do sistema falho da polícia nova iorquina, onde temos semelhança com Demolidor e Jessica Jones.

A ambientação do Harlem foi muito bem produzida e pregada ao público, os efeitos especiais agradaram e tudo foi de modo impecável. É o que esperamos de uma criação da Marvel. A pegada de algo brutal e realista de sobrevivência que não vemos no cinema, é entregue com bastante sangue e palavrões. O problema é em que em certos momentos, a trama parece perder um pouco a combustão. As músicas que foram apresentadas antes mesmo da estreia se sobressaltaram com grande estilo, mas deixando passar o lado obscuro das ruas.

O que dá a entender que Luke Cage foi bom e é uma ótima série para se assistir são os fan services do Universo Marvel Cinematográfico: Vingadores, Punho de Ferro, Jessica Jones, Stan Lee e até mesmo do próprio quadrinho. Luke Cage fará parte d’Os Defensores no ano que vem e mostrou que nada mais justo que um cara super forte e escudo humano para fazer parte da equipe. Um negro inocente que faz aquilo por prazer, e não por recompensas ou merecimentos!

Cebolas: 4.5/5

Assista já Luke Cage na Netflix.

Volney Tolentino

Designer Gráfico, Editor, Técnico de Mecânica Industrial, Nerd, Geek, Hipster Incubado, Fundador da Wing_Storm Entertainment, Protestante, Torcedor do New England Patriots, Los Angeles Lakers e Clube de Regatas do Flamengo e Dono na Thyskens Productions.

Estamos ao vivo!
CURRENTLY OFFLINE