MãoLee une rap, trap e funk em disco “Bendito”

Filipe Ret, Black Alien e MC Pocahontas são alguns dos convidados do álbum do produtor.

Um dos principais produtores e beatmakers da cena hip hop do Rio, MãoLee lança seu primeiro disco solo. “Bendito” é uma mostra da abrangência do trabalho do artista e traz uma união de trap, funk e rap dentro de uma linguagem tipicamente urbana e carioca. O álbum já está disponível em todas as plataformas de música digital e faz parte de uma série de discos e EPs que a banca independente Tudubom Records irá divulgar nos próximos meses.

Ouça “Bendito”: http://bit.ly/MaoLeeBendito

Produtor de sucessos com mais de 150 milhões de views em faixas próprias, músicas com seus beats e suas produções, MãoLee cresceu ouvindo soul – por influência de seu pai -, funk e samba pela sua criação na Rua Cardoso Junior, um dos principais pontos da boemia na Zona Sul do Rio. Foi percussionista em blocos de carnaval e na adolescência começou a frequentar bailes de charme e funk. Ainda hoje, é influenciado por esses gêneros musicais cariocas e realiza produções que passam pelo boom-bap – ritmo no qual fez escola na sua incursão no rap –, pagode e trap.

“Antes dos meus 17, 18 anos, eu não tinha acesso a rap. Ouvia muito os ritmos da minha rua, da Cardoso. Funk melody foi algo que me influenciou demais. Eu acho até mais legítimo fazer essa mistura de funk e rap. É minha volta pras raízes”, explica ele.

Em “Bendito”, MãoLee une gerações do rap carioca, indo de Black Alien, Ogi e Filipe Ret até BK, Djonga e Sain, com nomes do funk (MC Pocahontas e MC Cabelinho) e até do pagode, com Ferrugem. São no total 28 artistas que participam do álbum.

“Nesse meu trabalho solo, eu convido artistas que me inspiram a trabalhar e que estão na cena influenciando pessoas. O disco tá bem vasto e eclético. Selecionei a dedo cada participação e eles somaram a energia para formar algo novo. Quis trazer vários artistas com quem nunca tinha trabalhado, cada qual trazendo a sua fórmula e seu modo de criar”, conta MãoLee.

O caminho da produção de “Bendito” começa em 2009, quando lançou, com Filipe Ret, o projeto “Numa Margem Distante”. Posteriormente, mais uma vez, com Ret e Daniel Shadow, o artista co-fundou a banca independente de rap Tudubom Records. Com o selo, produziu os discos “Vivaz”, “Revel” e “Audaz”, todos de Ret, além do álbum “Tudo ou Nada”, de Shadow. Tudo isso, enquanto desenvolvia seu projeto de carreira solo.

Os trabalhos de MãoLee podem ser ouvidos em músicas de Cartel MCs, Oriente, Djonga, Luccas Carlos, Xamã, Dallass, Daniel Shadow, Pedro Ratão e outros grandes nomes do rap nacional da atualidade. Ele usou todo esse aprendizado em  “Bendito”.

“É uma bênção ter toda essa galera junta, são quase 30 participações. Reunir todas no estúdio, trabalhar com isso e conseguir nosso sustento disso é uma bênção. Esse momento único que estou vivendo é algo que quero refletir”, conta MãoLee.

O disco do produtor se une a “Audaz”, de Ret, em uma série de lançamentos que a Tudubom planeja para os próximos dois meses e que incluirá novos singles e EPs de Pan Mikelan e Thiago Anezzi.

Volney Tolentino

Jovem dinâmico, que detém o poder central dos Cebolas Verdes; Um clã no interior (sigilo) da imensa África Subsaariana. Sua missão é fazer o bem como designer, crítico de cinema, professor de inglês e amante esportivo.

Estamos ao vivo!
CURRENTLY OFFLINE