Grupo chileno traz sons familiares de toda América Latina em álbum plural

Disco de Waldo Huerta y los Rapaces de la Chakra sai pelo selo carioca Cantores Del Mundo.

Os primeiros segundos do disco de Waldo Huerta y los Rapaces de la Chakra já soam familiares para o ouvinte brasileiro. Trazendo influências do nosso samba, de canções folclóricas do sul e de ritmos como a cumbia e o joropo venezuelano, a banda chilena cria um paralelo da música latino-americana contemporânea com suas raízes em uma espécie de jazz pop. O álbum chega ao mercado do Brasil pelo selo Cantores Del Mundo.

Ouça “Waldo Huerta y los Rapaces de la Chakra”: http://bit.ly/WaldoHuerta

Liderados pelo multi-instrumentista Waldo Huerta, que assume os vocais principais, o violão, o cuatro e o trombone, a banda surgiu com o músico convidando amigos talentosos para registrar em estúdio algumas de suas canções. O objetivo, primeiramente despretensioso, mudou quando a banda começou a ensaiar junto. A química instantânea foi a base para a criação da banda e do subsequente disco.

“Durante o processo de ensaios, acabamos compondo novas músicas, criando novas parcerias musicais e foi assim que a banda surgiu! Com o grupo, o álbum foi crescendo. Sem notar, já tínhamos um disco em processo de criação e estávamos ensaiando toda semana. Foi quando resolvemos fazer shows e descobrimos que o público gostava. De um modo natural, tínhamos o álbum, a banda e o público. Foi um processo espontâneo que resultou nessa pequena família musical”, conta Waldo.

E essa família é composta por Nicolás Cáceres (baixo), Camila Bañados (voz), Arturo Saud (saxofone), Gato Tamblay (trompete), Sebastián Hermosilla (bateria) e Jorge Machuca (piano e acordeão), este último também responsável pela gravação, mixagem e masterização. No fim do processo do álbum, jovens músicos da cena jazzística de Santiago se uniram ao grupo. Nas faixas 1 e 8, Juan Pablo Salvo aparece no trompete; já na faixa 9, Trinidad Montalva surge nos coros e na viola da gamba. Eles permanecem na banda até hoje.

O clima de cumplicidade e amizade sentido nas faixas está também refletido na relação dos músicos com o selo. Waldo é um grande amigo e parceiro musical do cantor e compositor carioca Arthus Fochi, um dos diretores da Cantores Del Mundo.

“Conheci o Waldo em Cuzco (Peru), em 2007. Ele e outros amigos viajavam tocando, e me incentivaram a tocar também. Eu andava com meu primeiro disco de canções, que tinha gravado antes de viajar, e fiz minha primeira apresentação ao vivo num pub que tinha um pequeno palco. Depois disso, nos encontramos em Lima e fomos somente eu e ele até Caracas (Venezuela) por terra viajando, aprendendo ritmos e conhecendo a cultura. Nessa época, fizemos um duo que era de violão e trombone chamado Duo John Existe. Tocamos jazz, bossa nova, samba, músicas que aprendamos na viagem, algumas músicas folclóricas  e algumas composições nossas. Ele na verdade é um grande irmão da vida”, conta Arthus Fochi.

Criar esse tipo de ponte entre as nações, promovendo a proximidade entre alguns pontos das nossas culturas sempre foi uma meta da Cantores Del Mundo: combater essa sensação de isolamento, de que o Brasil é uma enorme ilha no meio de países hispânicos. Fundado por Tita Parra, neta da lendária Violeta Parra, o selo está sendo consolidado com a direção de Fochi e do produtor musical Guilherme Marques. Recentemente, eles também lançaram discos de artistas uruguaios, como André Deus, Seba Rey e Martin Tejera.

Volney Tolentino

Jovem dinâmico, que detém o poder central dos Cebolas Verdes; Um clã no interior (sigilo) da imensa África Subsaariana. Sua missão é fazer o bem como designer, crítico de cinema, professor de inglês e amante esportivo.

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