Transformers: O Último Cavaleiro | Crítica

Análise sobre o filme Transformers: O Último Cavaleiro da Paramount Pictures (convite da Paramount Pictures Brasil), aqui no site Cebola Verde. Confira a ficha técnica do filme:

Nome do Filme: Transformers: O Último Cavaleiro (Transformers: The Last Knight)

Estreia: 20 de julho de 2017 (Brasil) – 2h 29min

Direção: Michael Bay

Elenco: Mark Wahlberg, Anthony Hopkins, Laura Haddock, Isabela Moner, Josh Duhamel, Jerrod Carmichael, Stanley Tucci

Dubladores: Peter Cullen, Omar Sy, John Goodman, Ken Watanabe, Frank Welker

Distribuidora: Paramount Pictures


E mais um filme de robôs-carros alienígenas é dirigido pelo diretor Michael Bay. Agora, se você está muito ansioso para assistir esse filme, eu tiraria o cavalinho da chuva, porque não agrada nem um pouco. Sendo mais específico, Transformers 5 ou O Último Cavaleiro é desnecessário do início ao fim, com argumentos fracos e um drama exacerbado. O que não difere dos antigos é sua colocação explosiva intensa (qualquer faísca é motivo de explosão, características de Bay), robôs com novas funções e mais adaptações dos quadrinhos para as telonas, que não funcionam em nenhum momento.

A trama tinha tudo para dar certo, o projeto em si é muito bom e dava para fazer algo super útil. Só que ao passar para a prática, ficou uma situação constrangedora e deprimente, conseguindo não convencer ninguém, e os fãs da saga, tanto pelo cinema quanto de outros meios, ficaram mais decepcionados ainda. Uso de piadas sem graça em momentos inoportunos, e o pior de tudo foi a edição. Eu não consigo descrever o que foi aquilo de tão ruim que estava. O filme parecia estar acelerado ou um vídeo do YouTube mal cortado com uns diálogos totalmente superficiais. Às vezes, eu não fazia a menor noção do que estava acontecendo. Ou eles explicavam a mesma coisa várias vezes ou não explicavam nada. É muito confuso e triste.

O filme irá contar a história do cajado de Merlin que é o artefato mais forte do mundo, onde detém o poder mais sublime dos transformers e o único capaz de consertar Cybertron – um planeta fictício, onde eles moravam. É interessante a ideia, só que a introdução é tão desnecessária e tosca, que a partir daquilo nada mais faz relevância. Como você leu, a edição matou quase o filme todo. Resumindo os três atos em uma palavra, desnecessário. Fora a física que em certos momentos dá uma vacilada gritante, porém vamos relevar.

Não vou falar que o filme é de todo ruim, porque é mentira, mas contém umas partes positivas e que serviriam de exemplo para outros filmes. Os efeitos especiais são excelentes, conseguem transmitir que os transformers realmente existem, e estão ali, uma paisagem cinematográfica linda e uma batalha final agradável, mas nada de incrível. Por consequência disto, fez com que as lutas/cenas de ação ganhassem mais corpo e até persuadir os espectadores. A Inglaterra, que foi a maior parte do filme, deu gosto de se ver, tirando aquele clichê enrustido de Londres (há algumas cenas lá). E como eu já tinha dito, os novos autobots são legais, e só.

Ainda quero entender o que foi aquele menino no filme de tão chato, chamado de Desi (Jerrod Carmichael); toda hora ele falava a mesma coisa só para dar ênfase, o que era pra ser alívio cômico virou estresse cômico – de engraçado só uma vez de várias tentativas. Cade Yeager (Mark Wahlberg) é O Cara, o fracassado perseguido do lixão mais forte do planeta, que até convence em sua atuação, mas por uma direção fraca, acabou sendo atingido. Vivien Wembley (Laura Haddock) é tipo uma Megan Fox 2.0 que eu ainda estou tentando saber se deu certo ou não, pois há uma introdução bem desprezível. Sir Edmund Burton (Anthony Hopkins) faz um trabalho muito bom e é um dos que salvam, sendo a cabeça do grupo. Agora, a menina órfã, que faz piada com o próprio nome da atriz, Izabella (Isabela Moner), que também ficara refém de uma direção precária e sem impulso, poderia ter sido muito melhor e ainda acho que a garota tem muito para mostrar em Hollywood. Vale ressaltar que muitas das vezes, a edição – mais uma vez -, fez com que certos personagens aparecessem e sumissem do nada em cenas subsequentes, até mesmos os nossos queridos autobots sofreram com isso.

Os decepticons não são o problema real dessa vez, aparecem como obstáculo, porém nada demais. E os aliados de Megatron (Frank Weller) são tão inúteis que dá dó, eu escolheria ter assistido uma porta enfrentando-os, iria fazer mais terror. Optimus Prime (Peter Cullen) e Bumblebee é a nova Martha da vez, sério.

Diante dos fatos supracitados, Transformers: O Último Cavaleiro tropeça em um roteiro fraco junto a uma direção terrível de Michael Bay, que exagerou na conta do drama e de situações totalmente desnecessárias; fora os timings que são horrorosos. Tinha sim como fazer um filme bom, achei que a pressa atrapalhou e fez com que o filme ficasse enrugado demais para ser apresentado. Provavelmente irá ter uma sequência, pois dá indícios na trama, e não esquecendo das explosões e câmeras lentas a todo custo. Frisando que há boas referências, e um dos legados será seu CGI impecável, espero que continuem assim, mas só isso mesmo.

Volney Tolentino

Designer Gráfico, Editor, Técnico de Mecânica Industrial, Nerd, Geek, Hipster Incubado, Fundador da Wing_Storm Entertainment, Protestante, Torcedor do New England Patriots, Los Angeles Lakers e Clube de Regatas do Flamengo e Dono na Thyskens Productions.

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