Thor: Ragnarok | Crítica

Análise sobre o filme Thor: Ragnarok da Marvel Studios (convite da Walt Disney Pictures), aqui no site Cebola Verde. Confira a ficha técnica do filme:

Nome: Thor: Ragnarok

Estreia: 26 de outubro de 2017 (Brasil) – 2h 10min

Direção: Taika Waititi

Elenco: Chris Hemsworth, Tom Hiddleston, Cate Blanchett, Idris Elba, Jeff Goldblum, Tessa Thompson, Karl Urban, Mark Ruffalo e Anthony Hopkins

Distribuidora: Walt Disney Pictures


Depois de aproximadamente seis anos, Thor teve sua trilogia encerrada com três tramas muito aquéns. Você que leu esse primeiro período e acha que eu irei detonar o último filme do deus do trovão, pelo contrário, é o melhor filme dele, mas não chega nem perto da excelência ou do “melhor da Marvel”. Como todas as críticas que fiz sobre os filmes Marvel/Disney, eles têm um fórmula pronta, consequentemente ela é usada em 95% dos filmes de heróis e dá certo para o público, ou seja, diversão e comédia. Mesmo que seja uma aventura, que é de costume.

O nosso querido diretor Taika Waititi, que também é comediante e ator, fez um filme muito superficial sobre Ragnarok, até porque não dá para explicar tudo resumido sobre o evento em um filme de 2 horas, e tentou fazer “O Filme” do Thor, já que seus dois primeiros foram um fiasco. Ele só tentou mesmo, pois a trama tropeça em seus acontecimentos sem coerência, em certas partes, e lutas que não cativam nenhum pouco – apenas no final do filme que consegue. Há cortes da edição altamente desconexos e que não se encaixam com a suavidade/fluidez. Ou seja, isso tudo se junta formando um roteiro não muito cativante. Você até tenta se alegrar com o Hulk e as inúmeras referências entregues, já que vemos pela primeira vez o Golias Esmeralda falando por si mesmo, e não como doutor Benner, mas não engrena, também como alguns de seus personagens aparentemente descartáveis.

De fatos em fatos, e só, o filme não é de todo ruim. Ele consegue interagir com o espectador do modo Marvel, com piadas que funcionam e outras que nem tanto (lembrou-me um pouco de Guardiões da Galáxia 2 em certos momentos), as atuações dos grandes atores “hollywoodianos” são esplendorosas, mesmo na base do improviso de Chris Hemsworth e Mark Ruffalo, motivos por quais eles serem os Vingadores. Os cenários são construídos na minuciosa, onde nos leva a acreditar que aquilo é real, pois sua ambientação é bem retratada e entregue do jeito certo! Acredito também que muitos irão ter suas dúvidas sobre os efeitos especiais, mas pode ter certeza que estão ótimos, agradáveis e nenhum momento parecem prejudicar a experiência do espectador.

Infelizmente, Thor: Ragnarok não nos dá uma visão do futuro do Universo Cinematográfico Marvel, apenas entrega “uma ameaça” iminente no final, mas nada de tão relevante ou surpreendente. Já vimos tal situação em filmes antecessores a esse no quesito lançamento, e não foi entregue nada sobre a joia da Alma (laranja), que muitos apostaram que estaria nesse capítulo com a Hela. Ainda mais, que sua trilha sonora não funciona de modo mútuo com o filme, mesmo parecendo no trailer que seria algo espetacular como Guardiões na Galáxia. Vale ressaltar que a trama se passa toda na galáxia, pela primeira vez em um filme solo do Odinson.

Entretanto, as atuações, já citadas, foram incríveis. De todos, sem exceções. Chris Hemsworth fez um Thor muito mais engraçado e preocupado com o seu povo, já que o sumiço de Odin, interpretado por uma participação breve e eficaz de Anthony Hopkins, faz com que ele tome rumos diferentes; Tom Hiddleston retorna como Loki mais uma vez com seu jeito caricato; Idris Alba é Heimdall, asgardiano com um papel fundamental na trama, reflexo de sua atuação objetiva; Mark Ruffalo, como sempre, super profissional em seu trabalho, atribuindo o Hulk que todos conhecem em sua nova forma; Tessa Thompson fez a última Valquíria sobrevivente, convence em todos os momentos as ideologias da personagem, e expressões faciais bem caracterizadas. Destaque total para a nossa queridíssima Cate Blanchett (Hela), que continua exuberante diante das telonas, convencendo todos em sua volta com apenas uma piscada de olho.

Diante dos fatos supracitados, Thor Ragnarok é o melhor filme da trilogia Odinson, porém não entrega uma matéria prima de roteiro, ou uma obra fantástica, você decide. É aquilo, falta inovação no cenário Marvel nos cinemas, onde fica concentrado nas aventuras engraçadas de seus personagens. É um filme “blockbuster”, e só. Pouco se oferece sobre o futuro cinematográfico. Já no quesito personagem Thor, ele faz inúmeras mudanças que valerão ser vistas! São duas cenas pós-créditos fracas, a última – que é no final de tudo mesmo – é horrível. Por último, há a presença do Benedict Cumberbatch também!

Volney Tolentino

Designer Gráfico, Editor, Técnico de Mecânica Industrial, Nerd, Geek, Hipster Incubado, Fundador da Wing_Storm Entertainment, Protestante, Torcedor do New England Patriots, Los Angeles Lakers e Clube de Regatas do Flamengo e Dono na Thyskens Productions.

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