Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar | Crítica

Análise sobre o filme Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar da Walt Disney Studios (convite da Walt Disney Company), aqui no site Cebola Verde. Confira a ficha técnica do filme:

Nome do Filme: Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar (Pirates of the Caribbean: Salazar’s Revenge)

Estreia: 25 de maio de 2017 (Brasil) – 2h 15min

Direção: Joachim Rønning e Espen Sandberg

Elenco: Johnny Depp, Javier Bardem, Brenton Thwaites, Kevin R. McNally, Kaya Scodelario, Golshifteh Farahani, Stephen Graham, Orlando Bloom, David Wenham e Geoffrey Rush

Distribuidora: Walt Disney Studios


Yaaarrr, marujos! O quinto filme de Piratas do Caribe trouxe-me uma reflexão curiosa sobre os filmes da franquia com uma simples frase do antagonista, a qual irei transformá-la em pensamento. Por que torcemos tanto para um pirata se dar bem? O significado da palavra fala por si só: “Um pirata (do grego πειρατής, peiratés, derivado de πειράω, “tentar, assaltar”, pelo latim e italiano pirata) é um marginal que, de forma autônoma ou organizado em grupos, cruza os mares só com o fito de promover saques e pilhagem a navios e a cidades para obter riquezas e poder.

Diante de todos os fatos que estamos sendo abordados no cotidiano… é apenas algo a parte da análise para refletir, e sei que em uma obra cinematográfica pode elevar qualquer cargo ao protagonismo. Enfim, A Vingança de Salazar tem como a temática – novamente – o Capitão e todo incrível Jack Sparrow (Johnny Depp) contra fantasmas, que por si só já estão mortos. Um fato curioso é que o título em inglês recebe o nome de “dead men tell no tales”, traduzindo: “homens mortos não contam histórias”, que faz referências inúmeras vezes ao que se passa na trama.

A fórmula é a mesma que seus antecessores, não difere de quase absolutamente nada. Um mocinho, uma heroína primordial, o falastrão e um vilão super terrível vindo de maldição. As batalhas em alto-mar são retratadas e extremamente necessárias na obra, pois os fãs da franquia irão adorar ver novamente tudo aquilo, porém com um outro propósito principal. E claro, diversão seria a palavra correta e chave para o filme de Joachim Rønning e Espen Sandberg, conseguindo prender a atenção em certos casos com muita ação e aventura de Sparrow e seus novos aliados, Henry Turner (Brenton Thwaites) e Carina Smith (Kaya Scodelario).

As propostas no filme de cada personagem são relativamente boas e acabam interagindo entre si, no entanto é composta por um roteiro com furos e um final nada marcante – a cereja do bolo não teve. Faltou algo que cativasse mais no terceiro ato, uma inovação, porque ficou um ano na pós-produção e entregou algo tão corrido no final. Ele foi ficando tanto na zona de conforto que acabou se desleixando e escorregando em seu próprio pé. E pode ter certeza que verás cenas extremamente surreais e sem nexo, no bom sentido de entretenimento e nível de “porcos voando”. Em ação e ação, cenas de efeitos especiais maravilhosas – desconforto em certas partes, mas nada que agride a experiência – e uma maquiagem excelente, não há o que discutir. O que a Disney trabalha muito bem!

Com uma trilha sonora no gênero musical épico e os clássicos piratas envolvidos, Capitão Barbossa (Geoffrey Rush) é um dos destaques da trama mais uma vez com seu modo pirata de ser, conseguindo passar um carisma essencial para a trama. Já o vilão, Capitão Salazar (Javier Bardem) possui ideologias boas que poderiam ter sido melhor aproveitadas. Não quer dizer que está ruim, só está longe de ser o melhor. Não pense também que não tiveram piadinhas, porque rolaram muitas e souberam usar no tempo certo, como eu tinha dito, diversão e risadas.

Diante dos fatos supracitados, Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar é um filme bom para passar a tarde com a família se aventurando nas maluquices de Jack Sparrow, devoção de Henry e Carina e a vingança eminente do poderosíssimo Salazar. A obra cinematográfica de Joachim Rønning e Espen Sandberg peca em ter um roteiro no terceiro ato com furos claros e super corrido. É válido dizer que certas cenas poderiam ter sido cortadas para tentar aperfeiçoar o gran finale, a cereja do bolo com o bolo completo. Vale frisar que as piadas e galhofas vão te deixar com o sorriso no rosto.

Volney Tolentino

Designer Gráfico, Editor, Técnico de Mecânica Industrial, Nerd, Geek, Hipster Incubado, Fundador da Wing_Storm Entertainment, Protestante, Torcedor do New England Patriots, Los Angeles Lakers e Clube de Regatas do Flamengo e Dono na Thyskens Productions.

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