O Rei do Show | Crítica

Análise sobre o filme O Rei do Show da 20th Century Fox (convite da pré por Daniel Gravelli), aqui no site Cebola Verde. Confira a ficha técnica da trama cinematográfica:

Nome: O Rei do Show (The Greatest Showman)

Estreia: 28 de dezembro de 2017 (Brasil) – 1h 45min

Direção: Michael Gracey

Elenco: Hugh Jackman, Michelle Williams, Zac Efron, Zendaya, Rebecca Ferguson, Paul Sparks, Natasha Liu Bordizzo e Yahya Abdul-Mateen II

Distribuidora: Fox Film do Brasil


Antes de começar essa crítica/análise, quero salientar a vocês que quem vos fala não é muito fã de filmes musicais, e por isso, deixo bem claro o nível do espetáculo que foi o drama “O Rei do Show”! Então, vamos lá:

O Rei do Show é um potente e original musical que celebra o nascimento do show business e o sentimento maravilhoso de quando sonhos se realizam. Inspirado pelo ambicioso e imaginativo P. T. Barnum (Hugh Jackman), o filme conta a história do visionário que criou o hipnotizante espetáculo que se tornou uma sensação mundial. Este filme marca a nova incursão de Jackman nos musicais, depois do ator ter estrelado Os Miseráveis (2012) – performance que lhe rendeu uma indicação ao Oscar. Outrem, o longa apresenta onze canções, escritas por Benj Pasek e Justin Paul, os mesmos compositores do musical La La Land: Cantando Estações (2016).

E quem diria que um diretor estreante como o Michael Gracey começaria sua jornada com um grande pé direito! Sua obra é objetiva, mesmo que haja clichês de superação ou algo pertinente ao gênero, Gracey consegue usufruir ao máximo de seus atores com diálogos ricos, logo seguidos de musicais em times perfeitos. Você tem noção que já viu aquilo em algum lugar, entretanto, o drama musical – baseado em fatos reais – dá as caras em sua inovação esplendorosa e riqueza na combinação entre as músicas e fotografia. Todos os movimentos são calculados minuciosamente com a música, lembrando bem Baby Driver no início desse ano de 2017, que teve um roteiro objetivo, mas estrondoso com a sua edição.

Com uma das cenas mais marcantes, a do Bar, onde vemos P. T. Barnum (Hugh Jackman) e Phillip Carlyle (Zac Efron) conversando e em seguida vem a música “The Other Side” cantada pelos mesmos, conseguimos ter uma noção muito maior com essa profundidade mútua entre a edição e canção. Ou seja, essa troca faz com que o telespectador fique muito mais imersivo ao drama, levando-o a ter facilmente sentimentos pelos personagens – algo que se espera. Consequentemente, sua trilha sonora ganha um efeito a mais, é muito bem produzida e ganha o posto de chiclete, uma vez escutada no filme, já era.

O filme em si não tem um vilão caricato, sob forma humana. O tempo todo vemos uma constante briga de P. T. Barnum em ser reconhecido pelos outros, já que em toda sua infância o moleque franzino foi humilhado. É mais uma prova de sentimentos e superação (anteriormente dito). O que afeta bastante em suas escolhas e a todos aqueles que o amam. Também é entregue de modo arrasador sua paixão pela família e tê-la por perto, mesmo que erre, como todos nós, ele sabe o poder dela. Charity Barnum (Michelle Williams) está presente em todas as fases da vida do filantropo, acompanhada mais breve de suas filhas Caroline Barnum (Austyn Johnson) e Helen Barnum (Cameron Seely). Bem como, seus amigos bizarros fazem o ar da graça e um show por conta própria, onde um defeito pode se tornar uma qualidade.

De modo geral, as atuações foram excelentes, não é à toa que o ator australiano está concorrendo ao Oscar. Hugh Jackman faz o seu papel de modo magistral mais uma vez; canta, dança, interpretar e emociona a todos. Zac Efron está acostumado a fazer filmes musicais, bem lembra-se de High School Music. O ator mulherengo também está incrível nesta obra e faz um par romântico com a personagem de Zendaya. Ela é forçada em alguns momentos de tela, mas não estraga em nada. Há no filme também outro fator super real, que é a cantora sueca Jenny Lind (bem famosa no século XIX) , interpretada por Rebecca Ferguson, e o anão icônico de Barnum, Charles Stratton, feito por Sam Humphrey. Ambas estrelas fazem com êxito seu papel.

Diante dos fatos supracitados, O Rei do Show tem uma biblioteca linda de músicas (disponível no Spotify) que casam perfeitamente com as edições visuais. Seu roteiro objetivo e simples, faz refletir sobre a complexidade que estamos vendo no cinema hoje em dia, não precisa de algo bilionário para se fazer um filme bom. O drama também tem suas peculiaridades, uma linha temporal mais frenética, é baseada em fatos reais e um Hugh Jackman maravilhoso cantando. E pode ter certeza que em algum momento o Zac Efron irá lembrar sua época no HSM. Vale salientar que o filme concorre a três prêmios ao Oscar.

Volney Tolentino

Designer Gráfico, Editor, Técnico de Mecânica Industrial, Nerd, Geek, Hipster Incubado, Fundador da Wing_Storm Entertainment, Protestante, Torcedor do New England Patriots, Los Angeles Lakers e Clube de Regatas do Flamengo e Dono na Thyskens Productions.

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