Midsommar | Crítica

19 de setembro de 2019

Publicado por Matheus Sanches

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no Facebook
Compartilhar no twitter
Tuíte isso
Compartilhar no whatsapp
Enviar no Whatsapp

Análise sobre o filme “O Mal não Espera a Noite – Midsommar”, da A24 e DFW (convite da Paris Filmes), aqui no site Cebola Verde.Confira a ficha técnica da trama cinematográfica:

Nome: O Mal não Espera a Noite – Midsommar (Midsommar)

Estreia: 19 de setembro de 2019 (Brasil) – 2h 27min

Direção: Ari Aster

Elenco: Florence Pugh, Jack Reynor, Will Poulter, William Jackson Harper, Archie Madekwe, Henrik Norlén, Anders Beckman, Julia Ragnarsson

Gênero: Terror

Distribuidora: Paris Filmes


Depois da sua grande estreia como diretor em Hereditário (2018), Ari Aster entrou no radar de muitos amantes dessa nova onda de terror. Sem ter visto o primeiro filme, nem ter acompanhado o hype pelo segundo longa do diretor, eu fui com expectativas nulas e talvez essa tenha sido crucial para minha experiência com esse longa em particular; o filme me surpreendeu muito!

Esse é claramente um filme que dividirá opiniões, mas ele com certeza não foi feito para todo mundo. Ele é tenso, sufocante, grotesco e, às vezes, até cômico.

Particularmente, eu me envolvo muito com tramas de terror que não apelam para os recursos tradicionais para assustar o público, como o famigerado jumpscare. Recurso esse que me fez gostar menos de “IT – Capítulo 2“. E me impressionei com o filme não ter um jumpscare sequer, toda tensão e horror vêm das atuações incríveis, do gore, do clima de que a qualquer momento tudo vai desandar, que alguma coisa está muito errada naquela aldeia, que há algo muito errado com aquelas pessoas.

Comentando sobre as atuações  a Florence Pugh, que interpreta a protagonista Dani, dá um show. Ela merece uma indicação às principais premiações , o elenco inteiro está ótimo, mas ela carrega esse filme. Como alguém que sofre de ansiedade, foi muito fácil me conectar com essa personagem, principalmente porque ela retrata sem estereótipos como é viver com crises que podem vir à qualquer momento.

Os aspectos técnicos são outra ostentação do diretor que parece ter o controle absoluto de cada detalhe do filme. A direção de arte é impecável e crucial, a fotografia deslumbrante e a trilha sonora precisa. Talvez a única falha grave do roteiro fosse a comédia, pois ela funciona muito bem, todavia não é o suficiente para aliviar a claustrofobia que o filme causa – principalmente no segundo ato, que parece se alongar demais.

Como irmão de espírito de filmes como A Bruxa (2015), talvez ele decepcione os fãs de um terror mais tradicional. Entretanto, se você estiver aberto para novas experiências com o gênero, esse com certeza é um filmão.

Notas
  • Atuação
  • Direção
  • Edição
  • Efeitos Especiais
  • Roteiro
  • Trilha Sonora
4.5

Sinopse

Após vivenciar uma tragédia pessoal, Dani (Florence Pugh) vai com o namorado Christian (Jack Reynor) e um grupo de amigos até a Suécia para participar de um festival local de verão. Mas, ao invés das férias tranquilas com a qual todos sonhavam, o grupo vai se deparar com rituais bizarros de uma adoração pagã.

© 2020. Cebola Verde - "Versão 4.0: Cebolovers" / Developed by Mattz