IT – A Coisa | Crítica

Análise sobre o filme It – A Coisa da Warner Bros. Pictures (convite da Warner Bros. Pictures), aqui no site Cebola Verde. Confira a ficha técnica do filme:

Nome: It – A Coisa (It)

Estreia: 07 de setembro de 2017 (Brasil) – 2h 15min

Direção: Andrés Muschietti

Elenco: Bill Skarsgård, Jaeden Lieberher, Jeremy Ray Taylor, Sophia Lillis, Finn Wolfhard, Wyatt Oleff, Chosen Jacobs, Jack Dylan Grazer e Nicholas Hamilton

Distribuidora: Warner Bros. Pictures


Um dos filmes mais esperados do ano no quesito terror, Andrés Muschietti, diretor da obra cinematográfica, colocou novamente na boca dos amantes de suspense e medo, o filme do palhaço-aranha, um dos clássicos cinematográfico e editorial de Stephen King. Enganam-se aqueles que acharam que o filme seria um remake do seu primeiro – lançado nos cinemas em 1990 – ou até mesmo uma continuação, e que, em exatos 27 anos – como na história do filme/livro -, chega uma readaptação do livro original, visto que a obra original contém mais de 1000 páginas.

It – A Coisa conta a história do palhaço Pennywise e de um grupo composto de crianças chamado “Loser’s Club”, em português “Clube dos Otários”, cuja criatura sobrenatural se alimenta dos maiores medos das crianças, as quais residem na pequena cidade de Derry, Estados Unidos da América. Tudo sendo explicado coerentemente a partir do sumiço de George Denbrough (Jackson Robert Scott), o famoso menino da capa amarela, repito: um clássico. Isso seria a causa para Bill Denbrough (Jaeden Lieberher) ir à busca do paradeiro de seu irmão e ver que as coisas não estão certas em sua cidade.

No intuito de atrair um novo público alvo, mas também não se esquecendo dos mais velhos, o filme consegue balancear muito bem esse choque de gerações e ainda por cima, usufrui bastante das edições com cortes extremamente certeiros, o que faz bastante diferença em um filme de terror. Ele encaixa sempre que possível, e no momento exato, o plano holandês, dando a entender ao telespectador que tem algo de errado acontecendo ali. É algo a dizer que o diretor está realmente ali presente, pois mesmo que seja um filme de terror, dá pra sentir aventura em todos os âmbitos, muito parecido com Stranger Things e Os Goonies, aquele clima da época dos anos 80 – muito bem caracterizada. Então, é um pedaço de nostalgia em cortes medonhos – apenas para aqueles que têm medo de palhaços – no meio de uma catástrofe.

Diferentemente do filme de 1990, a versão de 2017 consegue explorar muito bem a conexão personagem – telespectador. Em todo o momento de tensão, você se sente preocupado com a vida de cada criança, visto que a qualquer hora alguém poderia morrer. O filme não passa aquela zona de conforto, onde os protagonistas com certeza irão se salvar. Legal, um clichê jogado fora! O foco inicial é com o personagem de Jaeden Lieberher, Bill Denbrough, o irmão mais velho de Georgie, que é o mandachuva do Clube dos Otários, inicialmente constituído por quatro pessoas: Bill, Richie Tozier (Finn Wolfhard), Eddie Kaspbrak (Jack Dylan Grazer) e Stanley Uris (Wyatt Oleff). E em seguida, a entrada de mais três, já que seus caminhos se cruzam ao desenrolar da trama. Ben Hanscom (Jeremy Ray Taylor), Beverly Marsh (Sophia Lillis) e Mike Hanlon (Chosen Jacobs). Todos têm seus próprios problemas pessoais, características e medos sendo bem explorados no filme. E aborda problemas normais de puberdade até um caso elíptico de pedofilia, um assunto muito mais sério. Deu para perceber que não é simplesmente um filme para dar susto.

Infelizmente nem tudo é perfeito, a trilha sonora não é nem um pouco marcante, visto que nos anos 80 possui bastante canções empolgantes. Não tirando os méritos nas cenas pré-ações ou trilhas épicas, que são normais. Nada de inovador. E seus efeitos especiais muita das vezes me deu desconforto, ainda não sei se era proposital ao nível tosco. Entretanto, há uma violência explicita e palavras obscenas – não quer dizer que isso seja ruim, pelo contrário, aproxima da realidade.

Diante dos fatos supracitados, It – A Coisa é um grande filme de aventura e terror com um vilão tenebroso que vale realmente o ingresso. Se você gosta de Stranger Things, um exemplo atual, irá adorar assistir o filme. E se você tem medo de palhaços, como eu, irá se borrar de medo. Não tem tantos clichês assim, visto que consegue brincar com a câmera em diversos momentos para levar o telespectador a falsos lugares de imagem. Não é apenas um filme, há lições que valem muito mais que a experiência numa cadeira e tela. Ainda sim, o motivo de Pennywise ter as crianças como vítimas é muito interessante, tanto livro quanto no filme, por ser tratar de uma adaptação bastante fiel. Claro, terá uma continuação com as crianças adultas…

Volney Tolentino

Designer Gráfico, Editor, Técnico de Mecânica Industrial, Nerd, Geek, Hipster Incubado, Fundador da Wing_Storm Entertainment, Protestante, Torcedor do New England Patriots, Los Angeles Lakers e Clube de Regatas do Flamengo e Dono na Thyskens Productions.

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