Dunkirk | Crítica

Análise sobre o filme Dunkirk da Warner Bros. Pictures (convite da Warner Bros. Pictures), aqui no site Cebola Verde. Confira a ficha técnica do filme:

Nome do Filme: Dunkirk (Dunkirk)

Estreia: 27 de julho de 2017 (Brasil) – 1h 47min

Direção: Christopher Nolan

Elenco: Fionn Whitehead, Tom Glynn-Carney, Jack Lowden, Harry Styles, Aneurin Barnard, James D’Arcy, Barry Keoghan, Kenneth Branagh, Cillian Murphy, Mark Rylance e Tom Hardy

Distribuidora: Warner Bros. Pictures


Denso seria a palavra certa para descrever mais uma obra-prima feita por Christopher Nolan, onde o foco principal do filme – diferentemente das imagens divulgadas ou trailer – não é a guerra, e sim, o poder da sobrevivência de soldados britânicos, acompanhados dos franceses. A carga dramática é regida por expressões individuais sendo levadas a um único ponto em comum, sem ao menos usar diálogos extensos. Além disso, o fator suspense deixa o filme ainda mais impactante.

A trama conta a história da Batalha de Dunkirk, que foi um combate durante a Segunda Guerra Mundial que durou de 25 de Maio a 4 de Junho de 1940. Uma enorme força britânica e francesa ficou encurralada por uma divisão panzer alemã a nordeste da França e entre o canal costeiro de Calais. Tudo isso sendo bem retratado, sem qualquer tipo de enrolação. Entretanto, é essencial você prestar bem a atenção em todos os acontecimentos, pois cada um conta relatos simultaneamente até o desfecho principal, ou seja, não é usado cronologicamente. O poder de criação de Nolan é tão incrível que a todo momento o inesperado acontece, tendo a breve sensação que o pior está por vir; esquecendo completamente aquilo de cabeças decepadas, braços para um lado e corpo do outro. Não precisamos ver o sofrimento físico para sentir o verdadeiro problema psicológico de estarmos ali.

A ambientação é altamente interativa com paisagens esplendorosas ao longo que cada personagem vivencia. Aliás, o filme deixa claro que não está muito preocupado com nomes ou sobrenomes, alguns são citados, porém outros são desnecessários, só sabemos que está ali presente fazendo sua devida função. E vale frisar a importância do drama em todo o contexto, conseguindo elevar a importância com cada personalidade que são processados em uma trilha sonora épica, onde cada “tick” poderá ser o último de suas vidas. Bem como, a edição flui muito bem com cortes no tempo certo dando um grau de suspense maior a trama. É aquilo, o preto no branco.

Sem muitos diálogos, Dunkirk consegue representar muito bem a coreografia da época e efeitos sonoros tão reais que chegam a assustar. Você consegue sentir a dor do personagem “principal”, Tommy (Fionn Whitehead), perdido em um campo de batalha reduzido e sem muitas escolhas. Entretanto, como os todos os filmes de Nolan, o protagonista nem sempre é confiável, pois às vezes te passa a impressão que ele é o errado da história, mas mesmo assim você irá defendê-lo por ter mais tempo de tela. Isso equivale a outros personagens neste filme. Tom Hardy faz o papel do aviador Farrier, objetivo em todas as suas ações e sem pensar duas vezes em fazer/arriscar. Impressiona por passar a maior parte com a cara coberta e faz parceria com o personagem de Jack Lowden, também aviador. São atuações simples que valem mais pelas expressões faciais e corporais. Destaque para Alex (Harry Styles), não será por ele ter falado mais que muitos no filme, mas sim pela atuação de Harry e ser o primeiro filme a vê-lo atuando. Pois antes de começar, tive minhas dúvidas. Em geral, o elenco foi bem!

Diante dos fatos supracitados, Dunkirk transmite uma nova sensação de cinema com um tema baseado na história inglesa e francesa no início da Segunda Guerra Mundial. Jogando para escanteio a antiga guerra brutal e sem valor à vida, ou seja, vemos uma valorização sensorial enorme nessa obra cinematográfica, sem se importar em revelar nomes ou até mesmo construir um diálogo profundo, é possível! Onde você irá encontrar todas as respostas para tudo no final da trama, porém o verdadeiro motivo de tudo isto é a sobrevivência e voltar para suas casas, somente isso.

Volney Tolentino

Designer Gráfico, Editor, Técnico de Mecânica Industrial, Nerd, Geek, Hipster Incubado, Fundador da Wing_Storm Entertainment, Protestante, Torcedor do New England Patriots, Los Angeles Lakers e Clube de Regatas do Flamengo e Dono na Thyskens Productions.

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