O mercado de verão europeu

Esse texto não é para falar de algum varejão ou de um mercado municipal em específico do Velho Continente, mas para falar do mercado de jogadores no que tange o ambiente futebolístico da Europa.

Do momento em que a temporada europeia termina, até o dia 31 de agosto, os clubes podem movimentar seus cofres e negociar jogadores, uma prática que fortalece uns, enfraquece outros, mas que é necessária para que haja a circulação cambial em cada país.

A janela de transferências está aberta! - Foto: Elo7
A janela de transferências está aberta! – Foto: Elo7

Com a abertura dessa famigerada janela de transferências, então, os clubes europeus do alto escalão já estão movendo montanhas e calculando as cifras para continuar firmes na disputa por títulos e para disputar com honra as competições continentais: a UEFA Champions League e a UEFA Europa League. Claro que os clubes mais ricos costumam levar vantagem na tentativa de atrair jogadores para seu plantel, mas a concorrência tem sido cada vez mais forte por parte de clubes menores, principalmente na Inglaterra.

A Liga Inglesa (Barclays Premier League) possui as cotas de TV mais robustas do mundo. O que se diz é que mesmo um clube que acaba de ascender da segunda divisão para a primeira, na Terra da Rainha, já se coloca entre os 40 clubes mais ricos do mundo. Para se ter uma ideia, o Aston Villa, lanterna da competição desse ano, lucrou algo próximo a 66 milhões de libras esterlinas, algo como 347 milhões de reais, somente em cotas de televisão. Equiparando a outras grandes ligas, só os gigantes espanhóis: Barcelona e Real Madrid, superam um valor tão alto no mesmo campo de rendimento.

O Manchester City, da Inglaterra e o Paris Saint Germain, da França tem dinheiro praticamente infinito. Seus proprietários são sheiks, “comandam” o nações no Oriente Médio, então só faltará dinheiro quando desistirem da brincadeira. Isso deixa a briga um pouco desigual, pois eles bancam qualquer salário. Claro que há clubes de marcas muito fortes, como o Manchester United e os times espanhóis supracitados, que arrecadam dinheiro não só pela televisão, mas por contratos de patrocínio e mesmo bilheteria, sendo clubes de imensa visibilidade e podendo concorrer com esse pessoal do money hack.

Os clubes que não tem tanta condição de investimento têm de desenvolver, portanto, um método para garimpar talentos no mercado ou desenvolver suas categorias de base. O Sevilla, da Espanha, atual tricampeão da Europa League, sempre consegue bons nomes no mercado a preços pouco inflacionados e consegue revender os jogadores após um período na Andaluzia por boas cifras. O Futebol Clube do Porto, de Portugal, é renomado por descobrir jovens na América Latina e leva-los para despontar no futebol europeu, sempre vendendo bem quem passa por lá. Alguns clubes precisam vender jogadores, para manter o caixa em alta e, mesmo porque, difícil concorrer com clubes que sempre tem por grandes aspirações na temporada.

Na Inglaterra, o Tottenham provou da pior maneira que ter dinheiro em caixa não significa sucesso se você não souber quem vai contratar realmente. Procure saber sobre a janela de verão de 2013/14, quando o clube londrino arrecadou 100M de euros da venda de Gareth Bale e investiu em muitas decepções e angústias. Mas não quero falar disso, sempre que me lembro desse fatídico momento, uma tristeza profunda me acomete. Enfim, o importante é que o clube percebeu que a filosofia de contratações precisava ser outra, contratou um diretor de recrutamento que, juntamente à equipe técnica, tem nutrido a ideia de montar um clube de elenco jovem e promissor, para evoluir e ser vitorioso com o tempo, isso aliado à construção de um novo e moderníssimo estádio.

Essa época costuma ser de diversão jornalística. Esse pessoal se esbalda ao inventar movimentações, especular situações absurdas e rir da cara de todo mundo que comprou a mídia impressa por causa de uma manchete sem fundamento. Claro que tem muita gente competente no ramo, mas é preciso não pisar nessas armadilhas.

Mas e você, leitor. Torce para algum time na Europa? Gostaria de alguma contratação em específico? Palpite nos comentários. Lembre-se que logo, logo chega a Eurocopa (torneio de seleções) e isso pode inflacionar o preço de alguns jogadores que forem bem no torneio, mas isso é assunto para outro post.

Lucas Colenghi

21 anos. Uberabense. Estudante de Letras – Português/Inglês, já me aventuro como professor. Odeio escanteio curto e acordar cedo. Tenho uma enorme paixão pelo futebol, pela língua inglesa e por games. Também estou no Tottenham Brasil.

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